quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Forever young
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Thiago Padula
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Tudo de bom
O principal problema dessa época de final de ano são os cumprimentos de pessoas que você não conhece. Pra ser mais preciso, o problema é responder aos cumprimentos.
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Thiago Padula
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
ZZ Bottom
Eu sou meio moleque, sabe? Tenho cara de criança, comportamento de criança e tal. E eu sempre quis ter uma barba, daquelas bem escuras e bem cheias, porque sempre achei que isso me faria parecer mais, ahn, adulto.
Então pensei: em 2009 vou cultivar uma barba. Eu sempre ameacei, me barbeando uma vez por semana e deixando a pelagem crescer em períodos de folga mais longos. Mas dessa vez tem que ser pra valer.
Entretanto, as coisas não têm saído como eu planejava. Vê, ao invés daquela barba bonita, vistosa, o que tem aparecido é uma mata meio selvagem e descoordenada. Ao contrário do que eu pretendia, os pêlos não vão todos pro mesmo lugar, nem nascem uniformemente por todo o rosto. Como resultado, ao invés de 'mais adulto' eu estou parecendo um mendigo (ou o Renato Russo), e ao invés de uma bela barba eu tenho é um asteriscão na cara.
Fora o incômodo. Coça, faz calor, atrai joaninhas e mandaruvás. Toda vez que eu tomo refrigerante é uma merda, porque o bigode fica todo melado, e de tanto tentar arrumar eu invariavelmente machuco o lábio.
Não sei mais até onde eu vou com esse bagulho. Porque, se for olhar bem, uma barba só vai me tornar mais estranho, já que ao menos minha cara limpa de pirralho reflete exatamente minhas atitudes do dia-a-dia. Por outro lado, ainda que minha aparência juvenil seja um aspecto que eu tenho vontade de arrumar, tem um outro que ganha: a preguiça. E aí onde arranjar coragem pra passar a gilete nesse barbão agora?
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domingo, 28 de dezembro de 2008
Her day will come
Você lembra que lá no comecinho do ano eu me abri em elogios aqui à Mallu Magalhães, né? Fiquei realmente empolgado com as demos que ela tinha colocado no MySpace e vi nela um ótimo alento pra música pop brasileira, tão castigada nessa década.
Daí o tempo passou, ela estourou, apareceu em tudo que é programa de TV, virou vinheta na MTV, gravou propaganda pra Vivo, abriu pro Jesus and Mary Chain e protagonizou dois tórridos romances com nomes quase-importantes da nova música brasileira (o que a torna a Pattie Boyd tupiniquim), um dos quais escandaloso. Mallu foi, para o bem ou para o mal, o grande nome da música nacional em 2008.
Apesar da antipatia crescente que ela ia gerando (tinha gente reclamando da superexposição, do jeito como ela falava nas entrevistas, das pinturas no olho e etc. Das qualidades artísticas mesmo ninguém falava, o que é praticamente um atestado de 'fenômeno pop'), fui acompanhando satisfeito as novas músicas e o desenrolar da carreira. Há uns dois meses atrás eu vi um show e tive o primeiro 'epa!', mas preferi ficar na minha. Agora, depois que ouvi o disco completo, posso dizer: foi quase.
Olha só, Tchubaruba e J1 são duas grandes músicas. Letras imbecis, poucos acordes, melodias suaves, refrões bacanas e aquele vocal preguiçoso que lembra Jack Johnson. O background folk que ela deu para as primeiras músicas, as que me fisgaram, é muito legal também. São músicas prontas pra estourar. O pobrema é que em algum ponto ela realmente sentiu-se conectada a essa coisa de emular músicas de 50 anos de idade, e aí fudeu tudo.
Eu gosto de folk, gosto de blues, gosto de country, mas acho que não é a dela. Quando canta doces canções pop, a Mallu é exatamente o tipo de coisa que o mercado fonográfico brasileiro precisa. Mas quando ela acha que é uma diva do R&B, não rola. Fica chato. Porque não é sincero o bastante (e, sejamos justos, xerocar canções do começo do século passado sem virar pastiche é muito difícil), e nem ela canta bem o bastante. Falta a alma, a garra, e então tudo o que sobra são tristes imitações de cantores negros e Bob Dylan.
Aliás, aí pára tudo. Mallu, eu gosto do Dylan também, talvez até mais do que você, mas ele CANTA MAL PRA CARALHO. Não vai nessa.
A impressão que eu tenho de 2008, como um todo, é de que foi um ano que ficou no 'quase'. Muita coisa legal, muita coisa bacana, mas faltou aquilo, sabe? Sendo assim, nada mais sintomático que o disco da Mallu exale essa mesma sensação. Mas tudo bem, ela é nova ainda e tem muito tempo pela frente. Vamos esperar.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Estou há 15 minutos pensando num título pra esse post
Eu acho Star Wars uma bosta. Acho corinthiano tudo cuzão. Adoro Fundo de Quintal, mas gosto de Smiths tanto quanto de lamber vômito. Pra mim, blog é coisa de otário, religião é passatempo de retardado e vegetarianismo é pirraça de criança crescida. Gosto mais de Futurama que de Simpsons, mais de Winning Eleven que de Zelda e mais de Cowboy Bebop que de Pulp Fiction (ainda que ache animes, em geral, subproduções de mau gosto).
O negócio, amigos, é que eu preciso ser odiado. Preciso ser amado também, claro, mas não vou conseguir isso com um blog. Por outro lado, a internet é terreno hostil, e todo analfabeto funcional com acesso a um teclado acha que tem o direito de disparar mensagens de ódio a torto e a direito. Se você é um desses, pode começar a me odiar. Por favor.
Olha só, 2009 tá chegando e pela primeira vez nas minhas vinte-e-tantas primaveras eu decidi tomar parte nesse costume imbecil de fazer 'resoluções de ano novo'. E um deles é, justamente, ser odiado. Ojerizado. Repugnado. Quero ter inimigos, pra ter um motivo pra me esforçar nessa vida e esfregar qualquer coisa na cara de alguém, saca? Dar uma piscadinha e mandar um beijinho cínico, como fazem nos filmes. Quero que falem mal de mim, que dediquem um pentelhésimo dos seus dias a me direcionar pensamentos furibundos.
Não que eu vá sair por aí espancando pessoas, calma aí. Primeiro porque eu não gosto de bater nem em barata. Segundo porque eu tomo um pau da barata, dada minha pouca aptidão física a atividades que exijam força e agilidade (devo ser uma das poucas pessoas com IMC menor que 18 que nem ágeis conseguem ser). Eu não quero espalhar o ódio, não quero fazer mal a ninguém; só quero uma nêmesis, um antagonista, alguém pra ficar do outro lado da corda. Porque o ser humano é um bicho combativo, é alguém que vive à base de conflitos. A aversão é o combustível do bonde chamado desejo.
Em 2009 eu quero, acima de tudo, crescer. E que melhor jeito de caminhar até o topo senão usando os pescoços dos meus desafetos como degraus?
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
White christmas
O natal está aí, dobrando a esquina, e tanto como há os que adoram, há os que detestam. Eu não sou desses radicais, que odeiam tudo a respeito.
Em primeiro lugar, porque qualquer dia que apareça em vermelho no calendário precisa ser louvado. Há aqueles que reclamam que feriados são um problema, que travam a economia, que isso, que aquilo, e olha aí: esse ano não teve feriado nenhum e estamos atolados na maior crise das últimas décadas.
Não tenho nada contra as raízes da data. Jesus nasceu, quem é cristão tem mais é que comemorar mesmo. Também não vejo nada de errado na atitude capitalista e mercantilista e etceterista da coisa. Não dou presente, não ganho presente, então pra mim tá tudo em ordem. E esse papo de Papai Noel é não mais que resultado de uma cultura que está acostumada a transferir os méritos para criatura mágicas. Se os pais querem que as crianças acreditem que quem deu os presentes foi um velho de barba ao invés deles próprios, está bem pra mim.
Meu problema com o natal, e é inadmissível que eu tenha perdido três parágrafos para finalmente chegar nesse ponto, é a combinação de cores: verde e vermelho não dá. Sei que parece motivo de bicha e tal, mas eu não suporto ver tanto verde e vermelho junto. É um combo grotesco, é como querer misturar óleo com água. Pode até usar todo aquele papo de teoria das cores, de cores complementares e o caralho, mas o fato é que quando mistura-se verde e vermelho, simplesmente não fica bom.
Não que as cores tenham significados ruins. O verde é a esperança e o vermelho é paixão; na verdade, eu poderia até pintar a minha biografia nessas cores. A questão aqui é estética.
Quando eu ando pela cidade e vejo tudo rubro-verde, de algum modo eu sempre acho que estou dentro de uma garrafa de Guaraná Dolly. E de repente, ao invés de flocos de neve caindo do céu, eu vejo bolhas de gás subindo. E no lugar de duendes e renas e papais noéis, eu vejo Dollynhos e Lucianas Gimenez e presidentes da empresa. E, oh meu deus, os 'dingoubéu, dingoubéu, acabou o papel' na minha cabeça transformam-se em 'Dolly, Dolly Guaraná Dolly, sabor brasileiro...'
Tenho lá minhas dúvidas se toda essa coisa de verde-vermelho não é na verdade uma forma do Papai Noel, lá do alto, se orientar. Sabe, como um semáforo. 'Hum, aquela casa tem decoração de natal, então há crianças ricas. É pra lá que eu vou'. Claro que nessa ele já deve ter se enfiado em algum incêndio na floresta, o que pode ter lembrado suas renas sobre o que aconteceu em Bambi, mas isso é problema deles.
Mas enfim, verde e vermelho ou não, um feliz Natal pra você. Embora eu não tenha a menor idéia do que isso signifique.
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sábado, 20 de dezembro de 2008
Embalos de sábado à noite
I've been beat up, I've been thrown out
But I'm not down, I'm not down
I've been shown up, but I've grown up
And I'm not down, I'm not down
Prometo que vou me esforçar pra não fazer desse troço de pôr letras de músicas um hábito. Mas é Clash, então deixa rolar...
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Justify my hate
Madonna está no Brasil (inclusive já levou um belo dum estabaque no Rio) e todos os súditos da rainha do pop chacoalham suas penas, ouriçados com a oportunidade de ver sua ídola maior de perto. E esse é o ponto em que chego aqui do alto da minha implicância patológica e pergunto: qualé?
Nem é que eu não goste ou nada do tipo, só acho que ela é o exemplo maior de um conceito que me agrada muito chamado 'superestimação'. Ela não é tão boa, as músicas não são tão boas, e esse papo de que ela é revolucionária me deixa sempre com uma pulga atrás da orelha. Revolucionária por quê?
Porque ela ficava falando de temas 'tabus' como sexo e religião? Quando isso, na era vitoriana? Todo mundo já havia tocado no assunto e feito seu pequeno escarcéu bem antes dela. Quando Madonna surgiu para o mundo do entretenimento, Marvin Gaye já tinha cantado sobre a 'cura sexual' e Johnny Rotten já havia anunciado que era o anti-cristo. O que Madonna fez melhor que os outros, porém, foi usar o vídeo (que, com o nascimento da MTV e afins, ia voando para a estratosfera) a seu favor. O mérito dela, portanto, não está em bater na mesma tecla que já estava gasta de todo mundo tocar, mas sim em ser enrabada na frente das câmeras. Nesse ponto, ela é muito menos uma revolucionária e muito mais uma piranha.
Também não acho ela assim tão bonita. É pegavelzona, claro, e eu me esfolaria ali como se não houvesse amanhã. Mas até nisso há suas ressalvas, que também atendem pelo nome de 'braços gigantes de estivador'. Ela é muito forte, assustadora. Às vezes eu sonho que ela é o vilão malvado que me ergue pelo pescoço com um braço só, saca?
O negócio da Madonna é que hoje ela descansa sozinha no Olimpo do pop, desde que o Michael Jackson inventou de achar que era muito mais legal ser motivo de piada que motivo de admiração. Sempre me lembro da história do segurança que deu um empurrãozinho no Eric Clapton e disse 'cuidado, a Madonna está chegando'. Vê? Por que alguém que escreveu Layla tem que abrir alas pra alguém que canta Material Girl?
Porque ela é - tcharam - superestimada. Se olhar bem, ela não tem nada de mais. Tem umas músicas boas, tem um marketing pessoal fantástico e tem um legado que, se não é motivo de orgulho, ao menos serve para perpetuar os, ahn, 'ensinamentos' da loura. Mas é só isso. Não vale aquele absurdo de preço de ingresso nem a loucura que foi pra comprar. Uma punheta não vale tanto.
E, pra fechar, vamos com esse vídeo feito pelo ex, com trilha sonora do Blur:
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Lost in the supermarket
Então eu peguei uma nota de 20 e fui pro mercado comprar porcaria. Cheguei lá, peguei a cestinha, joguei dentro refrigerante, bolacha, salgadinho, essas coisas de criança. Fui pro caixa, o cara começou a passar a bagulhada e de repente me dei conta de que talvez os 20 reais não fossem suficientes.
Apreensão. Angústia. Ele ia passando os produtos no leitor e no monitor, porta-voz do meu vexame público, os números iam crescendo. 13, 14, 16 reais. De repentemente, faltava apenas um guaraná, e eu já tinha gastado 17,50.
Câmera lenta. Silêncio. Apenas do som do meu coração batendo. Tum-tch-tum (eu tenho sopro).
O caixa pega a garrafa com as duas mãos, e leva ao leitor de código de barra.
Bip.
O monitor se apaga por um segundo, como se estivesse em recesso para decidir meu veredicto.
Monitor acende.
19,98.
E essa foi a coisa mais emocionante que me aconteceu em 2008.
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Descendo a ladeira
Oh help me, please doctor I'm a damaged
There's a pain where there once was a heart
It's sleepin, its a beatin'
Can't ya please tear it out, and preserve it
Right there in that jar?
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Um post das antigas
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domingo, 7 de dezembro de 2008
Senta, que lá vem
Eu, como a maioria das pessoas, tenho duas famílias (o que é quase uma raridade na minha árvore genealógica, já explico por que): a do papai e a da mamãe. A do papai (os Oliveira) é de nordestinos e fudidos em geral, e a da mamãe (os Padula) é de mineiros da roça que, em alguns casos, se deram bem na vida.
Nesses meus vinte-e-três-quase-vinte-e-quatro aninhos de vida, recolhi uma pancada de histórias, especialmente dos Oliveira, que costumam caminhar na tênue linha que separa o engraçadinho do 'puta que pariu, tá zoando?!'. Há, nessa coleção, três absolutamente inacreditáveis, nas quais eu mesmo nem acredito muito, mas que estão cheias de testemunhas que juram de pé junto que aconteceram. São mais ou menos assim:
1 - O traque e os Mamonas Assassinas
Eu moro num lugar em que moram umas quinze pessoas. É mais ou menos como a vila do Chaves: são várias casas unidas pelo mesmo quintal. Abaixo da minha choupana moram meu tio (personagem A) e minha tia. Na casa à esquerda do cortiço fica o lar do anão, e na casa à esquerda do anão morava uma senhora (personagem B), que era famosa na rua por ser avó do Sérgio e do Samuel, dos Mamonas Assassinas.
Pois bem. Ocorre que, às vezes, a tal da velha ia bater lá no portão reclamando que meu tio peidava alto demais e não deixava ela dormir. Tipo, a velha morava duas casas pra baixo da nossa.
Algum tempo depois, já após o acidente que levou seus netinhos pro além, ela foi encontrada morta na cama. Morreu enquanto dormia.
Fico pensando que, se meu tio tivesse peidado naquela manhã, talvez ela estivesse viva até hoje.
2 - O sutiã fugitivo
A uns 10 minutos de casa ficava um mercado que hoje é um desses mercados de pé-rapado, o Dia% (?). Estavam lá minha vó e minha tia, irmã dela. Caminhavam sossegadamente pela calçada quando, por algum motivo, minha tia resolveu olhar pra trás e tomou um susto.
- Olha, Lena, tem um sutiã roxo no pé do poste.
Minha vó olhou, virou-se pra frente, puxou o colarinho da blusa e deu uma espiada lá dentro.
- Ih, é meu!
Pois é.
3 - Use sempre o cinto-de-segurança
Essa é mais recente. Estavam no carro meu irmão, no banco de trás; minha tia-prima (sim, na minha família todo mundo se casa com parente), no banco do motorista; e uma outra tia, a esposa do tio que é dado ao flato, no banco do passageiro.
Chegaram em casa, a tia que dirigia parou o carro e a outra desceu. Meu irmão, ao tentar empurrar o banco do passageiro para a frente, percebeu que o cinto-de-segurança ainda estava preso. Ela saiu do carro sem tirar o diabo do cinto.
E vou te dizer, minha tia está mais para flácida do que para flexível. E antes que você pense que dá, eu mesmo já tentei fazer isso e quase consertei minha escoliose.
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Credo
E tá rolando uma história de que o São Paulo queria comprar o juiz do jogo de hoje com ingresso pro show da Madonna.
Na moral, fosse eu o juiz, botava na bunda de quem me deu os ingressos. Cavalo de Tróia da porra.
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sábado, 29 de novembro de 2008
Meu sonho é ser vice
Vou dizer: cansei dessa merda. Eu já gostei de futebol, na época em que havia competição, em que havia esforço; agora tá chato demais. Vamos ser campeões de novo.
A coisa tá tão igual que nem vou me dar ao trabalho de escrever algo diferente. Vou rebostar repostar um texto sobre o mesmo assunto, escrito ano passado. Segue:
Há tempos não se via um campeonato brasileiro tão emocionante. Todo mundo tem chance de Libertadores, todo mundo tá sujeito a cair, a média de público é excelente, todo mundo se diverte.
Menos um.
Sentado em seu canto, só e sem amigos, está aquele que deveria ser o centro das atenções, o objeto de cobiça: o líder. Mas não, ele está solitário, pois assim é o mundo, escurraça àqueles que se atrevem a ser diferentes. Esse líder pecou; sim, pecou. Pecou por ser bom em um país onde impera a mediocridade, pecou por ser organizado onde reina a bagunça, pecou por ter Rogério Ceni em terra de Bruno Otávio. E assim é punido, como foram queimadas as bruxas, como foram sufocados os judeus: pessoas que pagaram o preço de ser diferentes.
Mas esse é o mundo, a festa dos ordinários. Riam, pulem, chorem acolhidos em sua insignificância, pois amanhã o líder estará no topo do mundo, sorrindo sua solitária perfeição. E que uma coisa fique aqui bem clara a todos os que lerem essas confusas palavras:
Se o São Paulo não for campeão amanhã, esse blog estará fechado até a próxima semana.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Amor em vão
Já que eu falei do Robert Johnson no último post, se liga nisso aqui:
Deus tocando uma música do diabo. Foda.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Águas barrentas
Eu sempre achei que deveria ser cantor de blues. Não pela minha habilidade na voz ou na guitarra, mas porque eu gosto de fazer mimimi como ninguém.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Rá-tim-bum
Há um ano essa belezinha enfeita meu chiqueiro =)
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domingo, 16 de novembro de 2008
Rir é o pior veneno
Você pode achar que estou falando absurdo, mas eu jamais seria uma boa dançarina do Faustão. E não me refiro exatamente a beleza, habilidade no gingado ou cromossomo 23 (bem, um pouco nesse caso); meu problema é que eu não consigo rir.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
The big bang theory
Nada é exatamente imutável, e valores que se refrescam sob a sombra do subjetivo têm uma propensão gigantesca a mudar de percepção com o correr dos anos. Um caso que todo mundo adora citar é o dos padrões de beleza, que se um dia já repousou aconchegado na imensidão de moças rechonchudas, hoje precisa se agarrar em qualquer ponta de osso que se destaque através da pele pálida de um vara-pau. Outro caso, esse mais recente, é o do papel dos nerds na sociedade: no passado, criaturas risíveis; na atualidade, rótulo de orgulho pra qualquer um que se considere da laia - e agora todo mundo se considera.
O que você, manezão, não percebeu, é que há muito mais aí do que simplesmente uma mudança de perspectiva. Há uma maquinação diabólica, a distorção de uma série de fatores que, por um motivo ou outro que não me cabe explicar, transformou o nerd de antigamente no nerd de hoje. Não, não é a mesma coisa. O nerd de raíz, o cara do óculos gigante, da postura côncava, do mau-gosto para o vestuário, ainda que partilhasse do gosto por cultura pop com o pseudonerd de hoje, ia muito além disso. Está na natureza do nerd ser patético, miserável e desgostoso com si próprio. Está na natureza do nerd ser alvo, abertamente ou não, da chacota alheia. Nerd não socializa, não vai a festas passar o rodo na mulherada, não dança bem, não se veste bem, não aparenta ser bonito - por mais que seja.
Esse nerd que você aí do outro lado do monitor considera ser é um pastiche, uma piada (ainda que a piada da piada seja um elogio). Em algum ponto, no castelo sombrio dos publicitários e marqueteiros, decidiu-se que o nerd seria o cara legal da vez. Então deu-se uma limpada na imagem e ele ficou cool, invejável. Bosta de búfala Bullshit! Esse é um nerd maquiado, um papel higiênico de 30 metros, uma casquinha sem as vísceras negras que ditam a triste profundidade de um perdedor de verdade.
Nerd cool é o cacete, se eu me ferrei agora todo mundo tem que se fuder também.
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sábado, 8 de novembro de 2008
Some candy talking
Esperei alguns anos para poder finalmente assistir ao Jesus and Mary Chain ao vivo, e chegou, lindo e retumbante, o grande dia.
E aí deu de eu pegar uma caganeira foda. Hoje. Agora.
Seria um sinal de que o show vai ser uma merda?
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
O mundo é dos losers
Deu no Terra:
Japonês quer legalizar casamento com desenho animadoUm japonês lançou uma campanha na Internet pedindo que a legislação do país aceite o casamento entre amantes de quadrinhos e os seus personagens favoritos. Mais de mil pessoas já assinaram a petição online proposta por Taichi Takashita, informa o diário online Metro nesta quinta-feira.
Em entrevista ao jornal The Daily Telegraph, Takashita disse que se sente mais confortável no "mundo bi-dimensional". "Eu não tenho mais interesse em três dimensões. Eu até mesmo gostaria de habitar o mundo bi-dimensional".
"No entanto, parece que isso é impossível com a atual tecnologia. Portanto, pelo menos seria possível conseguir autorização legal para casar com um personagem bi-dimensional?"
Revistas em quadrinhos (mangás), desenhos animados (animes) e jogos realidade de virtual têm se tornado cada vez mais popular no Japão, com os personagens fictícios freqüentemente sendo elevados ao status de celebridades.
Entre os mais famosos fãs de mangás está o atual primeiro-ministro do país, Taro Aso. Ele recentemente reclamou que não teve tempo para ler nenhum exemplar desde que assumiu o cargo, no mês passado.
Uma pessoa que apóia a petição escreveu: "Há um longo tempo eu só consigo me apaixonar por pessoas bi-dimensionais e atualmente existe alguém que eu realmente amo. Mesmo que ela seja ficcional, ainda é amar alguém. Eu gostaria de ter aprovação legal do sistema a qualquer custo".
O abaixo-assinado de Takashita é lançado apenas alguns dias após uma mulher ser presa por ter "matado" o personagem virtual de seu marido em um popular jogo na Internet.
E eu achava que eu era bizarro.
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sábado, 25 de outubro de 2008
Joinha
Eu gosto de muitas bandas, mas poucas eu posso dizer que gosto pra caralho. Entre as últimas, destaco, pra fins posteriormente esclarecidos, os Los Hermanos e os Strokes, facilmente minhas bandas preferidas do novo milênio.
Daí que diletos integrantes dessas bandas resolveram se juntar pra formar uma terceira, que está com disco quentinho no forno. O Little Joy é formado por Rodrigo Amarante, o guitarrista/baixista/flautista/vocalista/compositor menos importante dos Los Hermanos; Fabrizio Moretti, baterista não-tão-brasileiro-assim dos Strokes; e Binki Shapiro, de quem eu nunca ouvi falar.
O disco, homônimo, sai em 4 de novembro. Mas se tem uma coisa que tanto Los Hermanos como Strokes sabem MUITO bem é que não se pode confiar nas inescrupulosas veias da internet. Resultado: o álbum, claro, já está no meu mp3 player. E já vou dizer: é bom pra cacete.
Ele não se desprende das escolas formadoras de dois terços da banda, afinal lá estão o 'quenguenguen' de guitarra típico dos Strokes e o vocal inconfundível do Amarula (que, cantando em inglês, até lembra o Julian Casablancas). Mas, veja bem, é diferente. Além de emprestar um certo sotaque 'havaiano' do Libertines e deixar mais à mostra umas inspirações regueiras que costumavam aparecer muito timidamente nos trabalhos dos grupos de origem, eles rompem a membrana do rock oitentista e vão saudar os Beach Boys lááá nos anos 60, aproveitando-se tanto da atmosfera melada de fim de tarde quanto dos trabalhos vocais, que praticamente inexistem nas duas bandas (e estou dizendo 'praticamente' porque eu sou bonzinho).
Ainda que não tenha canções arrebatadoras como 'O vento' e 'Hard to explain', o disco mantém-se num nível alto, a ponto de já fazê-lo melhor que '4' e 'First Impressions of Earth', os lançamentos mais recentes das moribundas bandas (e eu gosto bastante dos dois álbuns, diga-se). Só não dá pra cravar que é o melhor do ano pois: 1- eu ouvi pouquíssimos lançamentos em 2008; e 2- Fleet Foxes e Spiritualized são páreo duro. De qualquer maneira, é bom ver um raio de luz saindo da UTI em que se enfiaram minhas bandas queridas (porque, convenhamos, o disco do Camelo é chato que dói), e vamos ver que diabo nasce disso aí. Já tô na fila pra ver um show =)
MySpace da macacada
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Thiago Padula
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domingo, 28 de setembro de 2008
Não saia daí
É tudo uma questão de perspectiva. Estou bastante acostumado a cuspir reclamações sobre quaisquer assuntos aqui com uma freqüência aceitável, até que preciso enfrentar os dias mais difíceis dessa vida de bosta, e de repente todos os temas tornaram-se irrelevantes. Dinheiro, carreira, amor, tudo isso é irrelevante. Música, video game, futebol? Pff. Subitamente, me vejo girando num furacão de desespero e angústia, e não tenho a menor vontade de reclamar ou escrever qualquer coisa engraçadinha sobre isso.
Por esse motivo, é provável que esse blog fique em coma induzido por algum tempinho. Quando tudo passar, estarei de volta com (espero) boas notícias. Torçam por mim ;)
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
O DJ aperta o play
Meu, que porra divertida.
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Thiago Padula
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Deus está nos sinais vendendo chiclete
Eu parei de acreditar em deus quando percebi que era triste demais pra isso. John Lennon dizia que deus é um conceito pelo qual nós medimos nossa dor, mas - olha a heresia! - vou me permitir discordar. Nossa dor a gente mede pelo tamanho do nosso pênis, pelo número de ligações que a gente recebe no celular, e pela nossa insistência em não aceitar que a culpa nunca é dos outros. Deus é um conceito pelo qual nós medimos nosso medo.
Tá, que clichê, morra. Mas é que tem gente que discorda. Veja bem, e vamos deixar isso claro, não é porque eu não acredito em deus que vou negar a existência dele: são duas coisas completamente diferentes. Eu até acho que existe, contundente como uma arma apontada pra cabeça de cada um dos seus cordeiros. Pessoas são seres de quase infinitas possibilidades (serão infinitas assim que não precisarmos mais de corpos. Ou não, pois não consigo imaginar um ponto de luz dançando na boquinha da garrafa), que vão colocando tijolinhos ao seu redor pra se privar de um monte de coisas. Puro medo. Puxar uma rasteira no ceguinho? De jeito nenhum. Empurrar a velhinha na faixa de pedestres? Nananinanão. Roubar, trair, estuprar? Tá maluco.
(Embora, nesse caso, valha abrir uma exceção pro estupro sem morte, como bem dizia seu Maluf)
Tudo porque, no fim, a gente acha que deus tá olhando. O Coringa - e se você viu o último filme do Batman, vai ter isso mais fresquinho na memória - é um ser evoluído. Ele não tem tijolinhos. Ele é, como se denomina, um agente do caos. E é aí, na hora que a gente percebe que a arminha de deus que tá apontada pra nossa cabeça só dispara tiros de festim, que o bicho pega. Um sistema baseado no medo e na vigilância só funciona até que alguém o desafie e destrua (vocês leram Foucault, né? Nah, nem eu), e a gente percebe que justiça divina minha bunda, só dá pra contar mesmo é com o Batman.
Porém, mesmo assim, a popularidade do rapaz (...rapaz?) só faz aumentar. Eu não acredito, mas deus é foda.
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sábado, 13 de setembro de 2008
Rock 'n' roll star
Agora que finalmente entrei nessa onda dos jogos musicais, graças às longas noites de jogatina com meus colegas de trabalho (mas não vou falar que foi 'no' trabalho, porque sei que tem chefe que passeia por aqui), estou considerando seriamente levar pra casa um desses no final do ano.
Daí os dois grandes combatentes nessa guerra de guitarras de plástico e farofeira trash anunciaram seus track lists para suas próximas versões. Dá uma olhada aí e me diz qual eu devo comprar:
Guitar Hero: World Tour | Rock Band 2 |
---|---|
| 1960s
|
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Supermassive black hole
Confesso que estou empolgadíssimo com a lenda hipótese de o acelerador de partículas parrudão criar um buraco-negro que vai engolir a Terra. Vão me perdoar os defensores da vida e da alegria, mas esse é o melhor jeito de se morrer: sendo sugado pelo cuzão de deus.
Mas você sabe como é a história, um buraco-negro é só a porta de entrada para um mundo de trevas e solidão. Assim, nada de novo. O negócio é que com essa nova perspectiva espacial, as ilhas desertas estão saindo de moda. Portanto, aqui vou eu fazer a minha listinha de músicas que eu levaria para um buraco-negro. Se liga:
- Paint it black (Rolling Stones)
- I can see for miles (The Who)
- The sound of failure/it's dark... is it always this dark?? (Flaming Lips)
- Across the universe (Beatles)
- Fade to black (Metallica)
(Você deve estar pensando: 'por que músicas e não livros, ou filmes?'. Bem, não seja idiota, vai estar tudo escuro lá. Numa ilha deserta você pode improvisar uma televisão e um vídeo cassete com cocos e cipós, mas num buraco-negro? Duvideodó)
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Minhas férias
Após uma rápida incursão em São Carlos, terra da mitológica Maurren Maggi, e um punhado de dias sem computador, eis que minhas férias estão batendo na porta do céu. Foi proveitoso, foi divertido, e, melhor de tudo, foi sussa. Joguei bola, fiz desenho, terminei Final Fantasy X (eu, terminando um jogo? Milagre de férias), incomodei vizinho com meus maltratos ao violão (e à obra da Legião Urbana), visitei o irmão lá longe, visitei os parentes aqui perto, vi umas trocentas medalhas de prata, uns trocentos episódios de That '70s Show, e joguei um punhado de horas de Super Smash Bros Brawl, porque ninguém é de ferro. Resumindo: fiz bos-ta-ne-nhu-ma.
Nem a barba. Vou chegar segunda no trabalho cheio de curativo na cara. Hihi.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
... eu vou enfiar um palavrão
Eu sei que deveria escrever mais aqui, já que não faço porra nenhuma o dia inteiro, mas blé. Pelo menos tenho feito algo útil, tipo isso =D
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Scooby-doo e a frustração
Quando eu planejei sair de férias, pensava que a vida seria bela, feliz e com coelhinhos saltitantes. Pensava no sol das terças-feiras aquecendo minhas canelas, nas cinco horas diárias de Final Fantasy X, em acordar e dizer 'bom dia, meio-dia!'. Eu achava que seria diferente, que dessa vez seria maravilhoso. Mas eis que a Velma descobre que o fantasma era na verdade uma pessoa disfarçada, e você fica com aquela cara de bobo de quem esperava que dessa vez haveria uma novidade.
Primeiro porque minhas canelas, em sua condição dermatológica vampiresca, não têm reagido bem ao sol. Ainda procuram o abrigo das calças jeans. E o Final Fantasy, bem, eu não tenho conseguido jogar mais que quatro horas e meia! E também nada de acordar ao meio-dia, já que Maria encontra seu auge de histeria às onze.
Estou desapontado, triste. Fico imaginando o que será dos meus próximos planos, como assistir Batman com cinema vazio e matar uma temporada inteira de That '70s Show num dia só.
Deus, por que me odeias?
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domingo, 3 de agosto de 2008
Improvável também é gente
Planejamento é importante. Imaginar previamente como resolver uma situação é uma mãozona na bunda roda em um momento de aperto. O negócio é que esse tipo de planejamento se baseia em situações comuns, que ocorrem com considerável freqüência. Mas e quando as possibilidades de elas acontecerem são remotas?
Pensando nisso, resolvi fazer aqui a minha própria listinha de coisas que eu provavelmente nunca precisarei, mas nunca se sabe. Convido você, desocupado leitor, a fazer a sua também. Parece bobagem, mas não é.
1- Dizer aos donos da empresa que a Priscilla dorme abraçada ao notebook, se um dia eles me perguntarem sobre ela.
2- Decorar, aprender e anotar todas as improvisações danadinhas em cima de músicas famosas para cantar no karaokê quando essas músicas entrarem na moda de novo.
Até o momento, temos:
a) Fazer amor de madrugada (em cima da cama, debaixo da escada), amor com jeito de virada (primeiro a patroa, depois a empregada);
b) É proibido fumar (ma-conha);
c) Que país é esse? (é a porra do Brasil).
3- Estudar a guerra de secessão americana, para o caso de algum dia ela vir à tona em uma conversa.
Observação: e não é que veio, durante uma partida de Scotland Yard?!
4- Respostas que precisam ser sempre lembradas:
a) É uma andorinha africana ou européia?
b) Ao ar-livre ou em quadra?
5- Aprender a consertar um chuveiro, para o caso de algum dia eu estar em uma casa em que seja o único homem, e minha mãe não seja uma das mulheres.
6- Lembrar que o fio vermelho é o que desativa a bomba.
7- Responder 'sim' se a Cat Power me pedir em casamento.
8- Quando eu tiver uma banda, e alguém da platéia fizer uma gracinha, olhar para cima e dizer 'quem deixou esse cara entrar, produção?'. Na hora vai ser engraçado.
9- Confeccionar uma lanterna com o símbolo do Batman para apontar para o céu quando estiver em perigo.
10- Decorar o pai nosso, caso eu esteja em perigo com o dia claro.
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Meh
Faltam pouco menos de duas semanas para as minhas férias. Outros estariam urrando, dando cambalhotas e beijando velhinhas no farol. Mas meh. Na mesma medida em que terei mais tempo para fazer coisas que não envolvam prazos e clientes e chefes, terei mais tempo para pôr em prática minhas idéias suicidas e - oh, inferno - todo o drama da insônia vai voltar. Já está voltando, aliás, ela sabe que as férias se aproximam e já começa a balançar o rabinho entusiasmadamente.
Eu já assisti todos os seriados que queria ver, joguei todos os jogos que queria jogar, e não tenho vontade de ler nada ou ver filme algum. Se não me atrever a tentar fazer um bolo ou construir uma prateleira de madeira, é bem possível que já esteja pedindo pra voltar ao labor antes mesmo do tempo previsto.
Acho que vou comprar um quebra-cabeça de 6000 peças.
Iupi.
Atualização: 'joguei todos os jogos que queria jogar' my ass. Agora posso orgulhosamente dizer que sou o feliz proprietário de um PlayStation 2. Bem, meio-proprietário, já que comprei em sociedade, mas whatever. Shadow of the Colossus que me aguarde =)
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Conversa de nerd - drops
Eu normalmente tento ser o menos específico possível no direcionamento dos meus textos, mas às vezes eu não ligo de deixar uma parcela dos meus leitores boiando (acho ótimo esse negócio de 'parcela de leitores', porque parece que eu tenho vários). Então é assim: já jogou Final Fantasy? Mais de um? Pois bem, então clica aqui e responda a esse teste babaca para descobrir que personagem de Final Fantasy você é. Eu sou...
Tá, eu não sou ambicioso nem durão, mas o teste não é de todo fedorento: o Cloud é o cara que tem uma espada enorme e causa menos dano que a menina que sai na mão com os inimigos. Um perdedor, just like me =)
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sábado, 5 de julho de 2008
Trucaraio
Uma das coisas que diferem os homens das mulheres é o respeito e paixão que os peludos têm por suas raízes símias. Enquanto as mulheres têm sempre essa coisa de se embonitecer, os homens gostam de, periodicamente, parar e buscar a paz interior através de um contato mais profundo com o australopiteco que existe dentro de cada um.
Evidência disso é o peculiar jogo chamado truco. Ali, com um punhado de cartas na mão e em volta de uma mesa qualquer que faz lembrar os planaltos da saudosa Neandertal, um agrupamento de homens encarna os mais antigos rituais de guerra, que vai desde a dominação do território (regra básica do truco, sempre fazer a primeira), os gritos primais ('truco!', 'seis!'), e, eventualmente, o golpe de misericórdia desferido pelo grupo vencedor (a fatal colada de zap na testa).
Não sou fã de truco, embora o prefira a pôquer, que é jogo de quem se penteia. Mas tenho pra mim que essa conexão com o homem-primata-capitalismo-selvagem-ôôô que o truco proporciona pode preservar o futuro da raça humana.
Vem comigo: já está mais do que provado, pelos filmes e tal, que um dia uma cambada de alienígenas vai chegar aqui e fuder com tudo. Se eles não nos dizimarem, e nos fizerem seus escravos, nós não teremos mais nossa tecnologia, nosso poder bélico, nossas esferas do dragão nossos recursos conquistados e aprimorados com o correr dos tempos. Só nos restará, então, nosso instinto de sobrevivência, o motivo pelo qual deus resolveu nos tirar uma costela e não as bolas. E aí, meus amigo, minhas amiga, aquele fiozinho de trogloditagem que permaneceu aceso dentro dos nossos corações poderá ser a chave para a libertação e o futuro da nação.
Ou não.
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terça-feira, 1 de julho de 2008
Dã
Não acho que vá deixar ninguém chocado com essa revelação, mas vá lá: eu sou bobo. Muito bobo. Mas isso não é um problema, as mulheres adoram, elas riem, te chamam de bobo e te dão um tapinha no braço. O problema é parecer bobo, e nesse quadradinho você pode marcar um xis pra mim também.
Eu tenho uma cara de idiota fenomenal. Não sei se é o óculos, o cabelo ralo, as bochechas de buldogue velho ou nada disso ou tudo isso. O fato é que eu tenho cara de bobo e ponto.
Aí eu fui no mercado sábado passado e comecei a pensar no assunto. E mercado, sacomé, você olha coisas, analisa, fica sempre fazendo aquela expressão contemplativa. Expressão contemplativa que, como é de conhecimento geral, é um nome mais perfumado pra 'cara de bobo'. E então, notando isso, tentei mudar a feição, sei lá. Claro que o máximo que consegui foi fazer uma cara de tapado diferente, mas quem porventura resolveu fixar seu olhar em mim por alguns segundos viu toda uma interpolação de expressões quiquescas que dariam um bom emoticon pra substituir a palavra 'retardado'.
Fui então para o caixa, com dois carrinhos cheios de compras, e comecei a despejar as bolachas e os sabonetes e os refrigerantes e os detergentes e os Toddynhos e mais uma caralhada de coisas. Uma cara de bobo não incomoda ninguém, mas quando ela te faz esperar muito tempo na fila vira um gordo no banco do ônibus. Eu podia sentir as flechas, os raios, os olhares furiosos em minha direção. O rapaz do mercado teve a brilhante idéia de colocar o carrinho no corredor, de modo que, visualiza, em determinado momento só tinha coisas láááá na ponta contrária, e eu era obrigado a esfregar a barriga na barra do carrinho pra tentar alcançar. Nisso, minha bunda ia lá em cima, e a calça ia lá embaixo. Se eles estavam putos com minha cara de bobo, o que estariam pensando então da metade de cima do meu boga?
Já vi cara de bobo, e cara de cu, mas cu de bobo? Essa é nova.
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domingo, 29 de junho de 2008
Após a Eurocopa...

Ele pode até ter perdido, mas diz aí: Schweinsteiger é ou não é o nome mais legal da história do futebol?
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Thiago Padula
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sábado, 28 de junho de 2008
Conversa de nerd
Se você lê as bobagens que eu escrevo aqui há algum tempo (você lê há algum tempo, não eu escrevo há algum tempo. Claro, eu também escrevo há algum tempo, senão o que você teria pra ler?, mas eu quis falar de quem já é leitor antigo, e se você não é, depois desse parênteses já deve estar procurando o caminho da barra de endereços do Firefox browser. Por favor, não me abandone), sabe que eu tenho um Wii, que comprei juntando as migalhas dos meus trabalhos como pedreiro, e que eu tava maior empolgado, maior feliz, aí vem a revolução, etceterétera.
E, veja bem, você pode estar pensando por esse primeiro parágrafo suando decepção que eu estou arrependido e tal. Nem é. Tem jogos ótimos, tem SSBB, tem Mario Galaxy e tem Okami. Mas me preocupa a maneira como os tais controles revolucionários têm sido aproveitados nos jogos. Já se passaram quase dois anos do lançamento e o jogo que mais conseguiu se aproximar da imersão prometida foi o Wii Sports, justamente o primeiro game que saiu com a bagaça. Depois de um tempo, é tudo muito óbvio e preguiçoso, tudo baseado em chacoalhar o controle, mas nada disso nos joga de verdade dentro da tela como faz o Wii Boxing, por exemplo (e, nesse caso, 'jogar dentro da tela' é bem o termo). Talvez o Wii Fit, mas porra, isso não é jogo.
O motivo de eu ter escolhido o Wii pra comprar, ao invés de qualquer outro dessa geração nova, é que ele estava, na minha cabeça, muito à frente dos seus concorrentes. Desisti do Metal Gear 4, do Final Fantasy 13 e do GTA 4 por um controle que me transforma na porra do herói do jogo. E até agora, o máximo que eu consegui foi ser um mestre do boliche. Nada contra os praticantes e amantes desse nobre jogo, mas eu queria mesmo destruir estrelas, não derrubar pinos.
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Senta que lá vem história
Eu sempre gostei de boas histórias, e sempre quis ter boas histórias pra contar. Como não tenho, com o tempo fui tentando desenvolver a maneira de contá-las, de modo a tentar fazer as pessoas acharem graça em algo que eu, sem o verniz vistoso das palavras, só enxergo mediocridade.
Falo isso porque ontem fui ao bar com alguns companheiros assalariados para saudar a volta a terra brasilis de um camarada que trabalhou por muito tempo na mesma empresa que nós, e depois resolveu percorrer esse mundo de meu deus. Não cheguei a conhecê-lo antes da partida, de modo que esse foi nosso primeiro encontro, e ele, claro, tinha centenas de histórias para contar aos ouvidos ansiosos da mesa, categoria que não me incluía pois eu, afinal, sequer conhecia o rapaz.
Foi quando eu me dei conta de que boas histórias desfazem todos as barricadas sociais que a gente se impõe. Por natureza, ao menos em uma cidade tão grande, as pessoas se fecham para se proteger das outras pessoas, o que eu não reprovo. Mas o cidadão que possui um bom repertório de histórias pra contar tem grandes chances de desatar os nós que se põem entre nossas carcaças.
Aí eu decidi que quero, então, viver coisas diferentes pra ter histórias diferentes pra contar. Por mais que eu já tivesse obtido algum êxito na criação de mundos imaginários (a Padulândia, no ranking dos locais míticos que ninguém prova a existência, só perde para Atlântida, Eldorado e Acre), eu estou concentrado em começar a juntar material para a minha biografia. Afinal, não quero ter que comprar histórias para não ser conhecido como o cara que um dia deu uma nota de dez no busão e desceu pela porta da frente porque o cobrador não tinha troco. E também porque os meus assuntos precisam parar de girar em torno de Seinfeld e cocô, ou as pessoas não vão parar de me bloquear no MSN.
E lembra do Missão: ser humano? Ele volta. Afinal, já dizia o ditado, fogo ladeira acima e tédio ladeira abaixo, ninguém segura.
Ps: tô postando com meu chefe aqui do lado. O quão destemido é isso, hein? Capítulo garantido na minha biografia.
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Thiago Padula
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quarta-feira, 11 de junho de 2008
Sobre o ódio (ou chupa, Coríntias)
Ah, Corinthians...
Sou louco por ti. Sou obcecado por ti. Te odeio como não odeio o maior dos meus inimigos. Por ti, meus preconceitos e meu sadismo se justificam. Por ti, meus piores sentimentos viram poesia.
Ah, Corinthians... como é bonito ver-te cair, ver-te sangrar, ver-te morrer. Tu, que ostentas teu refrão cristão, tão orgulhosamente quanto ostentas teus três dentes, deves estar feliz. Maloqueiro e sofredor, hein?
Ah, Corinthians... tu, que como Ícaro, ousaste cobiçar o que não te cabia, o trono dos vencedores. Agora, só te resta o chão. Nada como a realidade, não?
Chora, Corinthians. Abaixa a cabeça, corta os pulsos, volta para a segunda divisão, que é lugar de quem não tem história. Eu, daqui de cima, sigo sorrindo. Ah, Corinthians, eu nunca vou te abandonar.
Porque eu te odeio.
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Thiago Padula
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terça-feira, 10 de junho de 2008
Vou contar pra minha mãe
Todo mundo diz que minha mãe é mó legal. Eu falo pra alguém da minha mãe, e o alguém diz, 'porra, sua mãe é mó legal'. Legal, eu tenho uma mãe mó legal.
Mas, tipo, não é tão legal ter uma mãe mó legal. Digo, é, mas não tanto quanto ter um carro mó legal, uma roupa mó legal. Vou chegar numa menina na balada e dizer 'oi, eu ando de ônibus e me visto como um farrapo, mas minha mãe é mó legal'. Claro, andar de ônibus é bom pra desatolar o trânsito, e minha roupa é limpinha e cheirosa, porque minha mãe além de mó legal faz um serviço bem feito. Mas não embute sex-appeal. E eu não posso levar minha mãe na balada e pedir pra ela chegar na mina pra mim, já basta ela ter que ir comigo à pediatra.
Em matéria de conectividade social, eu não sou um cara com muitos atrativos. Quando eu era moleque, eu tinha uma bola de capotão, e era o máximo, todos queriam ser meus amigos. Hoje eu tenho um Wii que não funciona, e, mesmo que funcionasse, só serviria pra arrumar coleguinhas da mesma idade dos que eu arrumava com a bola de capotão. E não me venham com esse papinho de que isso não é importante, que o que vale é a pessoa ser legal, gente boa e yada yada yada, porque se eu tivesse um iate vocês iam ver os comentários desse blog bombando.
E, olha, nem é que eu ligue. Por mim, tudo bem ser o amigo engraçado (escrevo sobre isso outro dia, não me deixem esquecer), mas deve haver algo terrivelmente errado quando a melhor coisa sobre uma pessoa é a sua mãe. A culpa é, em boa parte, dessa maldita estrutura patriarcal da qual não conseguimos no livrar há milênios. As donas do lar não têm toda a importância que merecem. A mãe de Jesus era Maria e o pastor chuta a imagem dela. O pai dos KLB é o Franco e falta ter um altar pra ele no camarim do Raul Gil. Tá, não sejamos injustos, fazer três incompetentes sem talento se transformarem em fenômeno nacional é impressionante, mas parir o filho de deus numa manjedourazinha no cu do mundo e sendo virgem é algo que não se vê todo dia.
Será que eu corro o risco de um dia ficar como o Quico?
Esse texto foi escrito há muito tempo, quando o Wii ainda estava no conserto e o São Paulo jogava a Libertadores.
Hoje, o video game está recuperado e passa bem. Já meu coração tricolor...
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Thiago Padula
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Você vai se emocionar
Eu não gosto de novela. Acho um saco, não assisto, não quero nem saber. E, exatamente por isso, e por fazer parte de uma família normal (nesse ponto), que está sempre com a TV ligada das 21 às 22, adquiri uma técnica para acompanhar teledramaturgias à distância.
Como eu estou fadado a morrer pobre (o que quer dizer que eu posso morrer a qualquer momento), não vou fazer cu doce e escrever um rápido e gratuito guia pra você que por motivos x (leia-se 'vida') não consegue estar o tempo todo na frente da Globo. Simões, põe na tela:
É bem simples. Assim como um espectro de cores pode definir todos os perfis da alma, ver novela baseia-se pura e simplesmente na trilha sonora. Então você liga a TV, aumenta o volume e vai, digamos, pra cozinha.
Se estiver tocando um pagodão, é o momento do núcleo pobre. Festa, sorrisos, piadinhas - em novelas, o pobre é sempre o alívio cômico. A menos que seu senso de humor seja da profundidade de um pires, nem perca seu tempo.
Silêncio. Diálogo puro, então das duas uma: ou são amenidades, ou é a vilã discutindo com alguém, cena que normalmente vai terminar com um tapa na cara. Se você curtir tapa na cara (broadcasted, não necessariamente ao vivo), pode ser uma boa. Ou se curtir a Suzana Vieira falando merda, também.
Eu odeio a Suzana Vieira.
Música de balada. Aí é fácil, é balada. Gente dançando (sempre, SEMPRE tem um negão black power), o galã dando idéia na modela magrinha, que fica com o sorrisão aberto e nem consegue se fazer de difícil. Também não vale a pena.
Se a música for aquelas tensas mais lentas, com notas seguradas ad infinitum, violinos, violoncelos e o caralho, é o vilão olhando pro nada, namorando sua loucura. Nah.
Agora, se for das tensas frenéticas, corra como se não houvesse amanhã. É cena de ação, e cena de ação numa novela é como ligação recebida no meu celular: se perder essa, sabe-se lá quando vai ter de novo. Por sorte, elas costumam demorar um pouco, então se você torcer o pé na afobação, não se preocupe, continue arrastando-se que ainda dá tempo.
E, por fim, se tocar música de casamento, é o último episódio da novela. Como o casamento vem no final, logo depois da cena de ação onde o carro do vilão cai do precipício, é provável que você já esteja lesionado nesse ponto. Como essas cerimônias são sempre a mesma coisa, sim pra cá, sim pra lá, aconselho seriamente a você tomar o caminho do hospital. Normalmente os hospitais têm uma tevezinha 14 polegadas na recepção, então dá pra ver que encalhada vai pegar o buquê - normalmente a pobre-alívio-cômico.
Ou a Suzana Vieira.
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Thiago Padula
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Vida privada
Não há lugar como o lar, assim como não há privada como a de casa, fato, ponto.
A privada, ou vaso sanitário para os politicamente corretos, é o objeto que mais influência pode causar sobre a anatomia de uma pessoa. Uma bigorna não vai deixar uma perna mais comprida se amarrada nela, nem um monte de anéis enrolados no pênis vai deixar o peru maior. Mas toda bunda fatalmente vai se moldar ao formato de sua privada natal.
Aí lá no trabalho o vaso tem uma espécie de estofado no assento. Desculpa a pergunta, mas que porra é essa? Isso me deixa nervoso, me deixa aflito, só de pensar que existe uma almofada a uma polegada do buraco por onde está saindo o que há de mais podre em mim. Simplesmente não combina.
É como cagar no sofá. Nem minha cachorra caga no sofá, por que eu, ser pensante, preciso passar por isso? O negócio é que defecar é um ato de sujeira. Portanto, não espero frescura, não espero conforto, não espero beleza, apenas um assento de plástico com agüinha suja embaixo. Você não faz um depósito de lixo dentro de uma catedral, e é a mesma coisa aqui.
E aqueles papéis higiênicos de coelhinho? Que tipo de mensagem eles querem passar com aquilo? Se já é grotesco pensar em cagar numa almofada, o que dizer de limpar o cu com um coelho? É... disgusting.
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Thiago Padula
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
Freak fighter II
Lá pelos meus seis anos de idade joguei fliperama pela primeira vez, um daqueles mods famosos de Street Fighter II. Basicamente, esse jogo foi responsável por um turbulento período da minha vida, de dependência eletrônica e humilhações públicas, com minha mãe indo buscar o filho fugitivo nas portas das casas de jogos por ai. Mas me curei e tal.
However, o assunto desse post é outro. Porque assim, algo que te vicia quando você tem menos de uma década de vida pode deixar fortes seqüelas no seu caráter e na sua maneira de ver o mundo. Em Street Fighter seu objetivo era enfrentar lutadores de várias partes do globo, cada um de um país, cada um representando a maneira distorcida como aquela japonesada que criou a bagaça via o planeta. O jogo é ótimo, mas o estereotipismo, patético.
Veja só, vamos começar pelos lutadores dos US and A, que é a nação que abriga mais personagens. Temos Ken, o playboy, Guile, o militar, e M. Bison, o boxeador safado. Esses são fáceis, Ken é o símbolo do capitalismo que acabara de dar um cheque-mate no socialismo soviético, Guile é a representação da obsessão bélica estadunidense, em alta por conta da Guerra do Golfo que se iniciara no ano de lançamento do jogo, e M.Bison era, claro, o Mike Tyson, que em 91 foi preso acusado de estupro (aí eu não sei te dizer se a parada foi antes ou depois do jogo estar pronto).
Até aqui foi fácil. Depois começa a piorar. Já que o Ken era o capitalismo triunfante, teria que haver um representante soviético, e esse é o amargurado Zangief. Vocês lembram (eu não lembro, era muito novo) de todos os mitos assustadores, de que comunistas comiam criancinhas e tudo mais? Pois então, vamos aproveitar o marketing negativo e fazer um personagem que se vista apenas de SUNGA NA SIBÉRIA e que tenha um monte de cicatrizes no corpo por suas lutas em que ESTRANGULAVA URSOS. Sério, depois dessa, criancinhas deviam ser tipo a pipoca na sessão da tarde.
E tá começando a ficar bizarro. Diretamente da Índia, vem Dhalsim, um magrelo e desnutrido e sem pupilas (!) que passa os dias meditando entre elefantes. Seu estilo de luta? IOGA. I-o-ga. A arte milenar que busca o equilíbrio perfeito entre o corpo e a mente agora virou arte marcial. E aí manja aquele negócio que os iogueiros põem a perna atrás da nuca, como se pudessem esticar os membros? Pois então, novidade pra você: segundo quem fez o jogo, eles podem mesmo. E também podem cuspir fogo, cuidado.
Chegamos na Chun-Li. A minha primeira de muitas paixão platônica (oh, criança burra) era, do umbigo pra cima, uma linda oriental com um corpo perfeito. Do umbigo pra baixo, era um minotauro.
A Chun-Li não é nem uma representante da China. Ela é mais uma representante da mulher, como um todo. E aparentemente designers de jogos não são muito íntimos aos detalhes da anatomia feminina porque, oh deus, aquilo está muito longe de ser normal.
Fora que ela não devia pegar ninguém, porque se as pernas são musculosas daquele jeito, ela devia estrangular paus com a buceta.
Não sei como fizeram pra enfiar ela numa calça em versões posteriores do jogo.
Agora respira.
Você, amigo brasileiro, você, amiga brasileira, deve às vezes se sentir incomodado com a imagem deturpada que fazem da nossa nação maravilhosa nos longínquos domínios estrangeiros. Mas isso aqui é demais. Blanka, o defensor das águas tupiniquins, é um monstro. Ele era uma criança normal, aí sofreu um acidente de avião, foi parar na selva amazônica e, evidentemente, involuiu para um orangotango verde, com o cabelo laranja e dentes de crocodilo. Claro. Fora que o cenário dele é uma pequena aldeia amazonense esquecida pela civilização, com uma anaconda (!!) enrolada numa árvore, como se um bicho de estimação fosse.
E o que me deixa mais estupefato nessa história toda é que ele usa uma bermuda. Se eu fosse um ogro verde que desse choque a última coisa que ia querer esconder seria minha trolha. Pelo contrário, depois de tudo isso é mais possível que eu saísse à noite estuprando as menininhas da aldeia.
Pois bem, esse foi meu texto-desabafo. Eu adoro esse jogo e ainda tenho uma quedinha pela Chun-Li, mas me senti na obrigação de pôr os pingos no is. Agora eu entendo porque minha mãe ia me buscar no fliperama me puxando pela orelha de volta pra casa, e agradeço. Imagine se eu tivesse jogado isso tanto, ao ponto de virar um adulto infeliz que ganha a vida escrevendo HTML. Deus me livre.
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Meu fi, minha fia
Esses dias me peguei pensando, após uma ligeira avaliação desses meus 23 aninhos de vida, sobre o que eu gostaria de preservar e o que gostaria de evitar quando tiver um filho.
A primeira coisa seria desencorajá-lo de chegar perto de papel e giz de cera. Esse negócio de desenhar não dá camisa a homem. Mas também não ia ficar colocando ele em tudo quanto é curso, o moleque precisa de todo o tempo livre pra brincar. No máximo, um tradicional inglês.
E eu quero que ele aprenda a tocar um instrumento, de preferência baixo ou bateria, pra gente formar uma banda. Vou deixar ele jogar meus video games velhos (porque nos novos ninguém tasca), e vou comprar uma bola de capotão pra ele fazer amigos na rua. Mas não vou deixar empinar pipa porque é coisa de retardado perigoso.
Ah, e vai comer de tudo. Tem essa de bolacha e salgadinho não, vai comer feijão e arroz. E vai estudar, quero ver nota boa na escola. Não quero que seja encrenqueiro, mas ele vai ter meu aval quando precisar quebrar a perna de algum moleque folgado.
E ele vai ter todos os cachorros e gatos que quiser. Mas vai ter que rezar sobre o túmulo de Maria todo dia. E pode ter amigos imaginários, desde que não sejam má influência.
Também vou acostumá-lo desde cedo à idéia de que a mãe dele é frígida, pois não quero que imagine os pais transando. E nada de trazer menininha pra minha casa, vou construir um porão pra ele levar as piriguete e passar o rodo. No aniversário de 18, claro, vai fazer excursão pro puteiro.
Agora, se for menina, é quase tudo isso, mas vou matá-la aos 14 anos pra não ter que saber que filha minha tá dando pra marmanjo por aí.
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Thiago Padula
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segunda-feira, 28 de abril de 2008
Virada de bosta
Mentira, foi legal, só pus esse título pra fazer a brincadeira besta com o nome do blog.
Ao contrário dos últimos anos, em que me afundei madrugada adentro rodopiando pelos escombros da cidade em busca de qualquer coisa pra ver/ouvir, dessa vez guardei minhas forças para o domingo, perdendo a Virada. Ainda restou o Cultural.
Embora a graça da coisa realmente esteja na madrugada, um combo Cachorro Grande + Arnaldo Antunes + Lobão + Ultraje a Rigor não se acha sempre por aí, de graça e com o céu lindo. Sendo assim, um tchauzinho pro sereno, um olá pro sol. E que sol quente filadaputa, tão quente que espantou as nuvens e, por tabela, quase espantou todos que estavam à minha volta.
Antes ainda desses shows todos, deu tempo de ver o Overcoming Trio, grupelho folk formado pela lindinha Mallu Magalhães, pelo gente boa Hélio Flanders e pelo esquecido Zé Mazzei. No repertório, um monte de músicas do (pai, filho, espritossanto) Bob Dylan, mais umas da garotinha. Aí teve It's all over now, baby blue, Maggie's farm, House of the rising sun (se ela cantasse essa música assim no Raul Gil seria a ídala do meu pai), Simple twist of fade, e outras.
Depois, o Cachorro Grande. Vou ser sincero, depois de vê-los pela sexta vez, o impacto já vem forrado de espuma. Mas é sempre um show divertido, com Hey, amigo, Lunático e My generation.
Tem aquela máxima machista de que panela velha é que faz comida boa. Como o rock 'n' roll é uma biatch, a regra se aplica aqui também. Embora às vezes o tempo afaste o auge criativo para longe, em cima de um palco a experiência é sempre um aditivo (cê tá acompanhando a metáfora, né? Meio vulgar, e tal), e um bando de tiozinhos com rugas nos olhos e cicatrizes nas veias podem manipular uma platéia como nenhum moleque consegue.
O Arnaldo Antunes fez um show excelente, até botou a multidão pra cantar alguns de seus hits obscuros e, evidência forte da chegada da idade, não se sentiu constrangido em fazer algumas estripulias no palco, como um velho que usa a regata transparente pra dentro da bermuda (com a carteira enorme apoiada entre o elástico da berma e o barrigão).
O Lobão é, tipo, o Lobão, né. Ainda faz discos ótimos, ainda fala mais que a boca, ainda é foda bagarai. O show, acústico, foi pesadíssimo, uma desumana violência contra as pobres cordas de aço dos violões. Intercalou músicas do disco da MTV com alguns outros sucessos não desplugados na ocasião, além de encarar a piada fácil e tocar Raul pra um público ensandecido que sabia a letra de Gita de cor (como se alguém não soubesse).
E aí teve o Ultraje. Eles pararam no tempo quase que totalmente. A maioria das músicas apresentadas eram do primeiro (e absurdamente maravilhoso) disco, Nós vamos invadir sua praia, do histórico (pelo menos pra mim) ano de 1985. A música mais nova tocada, Nada a declarar (cu), já é um clássico. Eles são praticamente uma banda cover de si mesmo, se me permitem o clichê. Mas, na boa, foda-se.
Se as músicas têm 23 anos de idade, hoje elas são tocadas com pelo menos 23 anos de técnica musical apurada. Zoraide, Independente F.C., Ciúme, Inútil, Sexo, Pelado, todo mundo cantava tudo, todo mundo pulava tudo. Eles carregavam a platéia no colo, recitavam um dos melhores capítulos da história do rock brasileiro pra vinte mil pessoas que preferiram começar o livro de novo a ter que encarar as últimas páginas. Foi o melhor show que eu vi no ano, mas só porque o do Bob Dylan foi o melhor que eu vi na vida.
E chega, né?
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Thiago Padula
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sábado, 26 de abril de 2008
All my friends
Deus é um bastardo filho da puta. Mas não um bastardo filho da puta no sentido ruim, e sim no sentido legal, tipo aquela coisa que você fala pra um camarada enquanto dá uma golada numa breja com a barriga esfregando no balcão do bar. É tipo isso, deus é meu amigão do bar.
E, em um grupo de amigos, tem sempre o certinho, o embalista e o cuzão, aquele que zoa todo mundo, sem pudores nem arrependimentos. Esse é o deus. Se liga na última:
Eu sou uma dessas pessoas que só pensa em si e se apropria de obras alheias sem pagar nada. Pirateio mesmo. Aí, nessa, meu Wii tem demonstrado nas últimas semanas claros sinais de abatimento, o que tem me deixado deveras chateado. O único jogo que consegui fazer pegar foi The Legend of Zelda - The Wind Waker, que tem uma temática marítima, cheia de - tcharam - piratas.
Já de algum tempo pra cá, meu olho esquerdo tá enxergando mal pra burro (minha mãe diz que é diabetes, mas tratemos disso em outro post). Como eu troquei de óculos há um mês e meio, nem ferrando que vou mandar fazer uma lente nova. Solução: usar um tapa-olho, como um - tcharam - pirata.
Vê, é tudo uma grande gracinha, um rompante de ironia e filhadaputagem, que só ele seria capaz de arquitetar. Você pode achar que tem os melhores amigos do mundo, os mais legais, os mais gente boa. Mas ninguém tem um buddy tão genial quanto eu tenho.
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Thiago Padula
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
O primeiro gol a gente nunca esquecemos
A época da faculdade foi de muitas mortes pra mim. Talvez por ser um período de transição pra fase do chefão adulta, o que ocorreu foi que vários dos meus eus foram tombando no campo de batalha.
Alguns exemplos? Então, teve a morte do eu mangazeiro, do eu prolífico, do eu com cabelo (oh, deus, por que não me levaste no lugar dele?), do eu vedor-de-Seinfeld-todo-santo-dia e, oração sem sentido para separar o item mais importante dessa lista, do eu futebolista.
É, eu jogava bola. Rodava essa cidade atrás de qualquer retângulo gramado onde desse pra rolar uma bola de capotão. Aí, tão abrupto quanto o penhasco por onde caem os carros dos bandidos no último capítulo da novela das oito (nove?), foi o fim do eu boleiro.
Passaram-se os anos, e repentinamente surgiu a oportunidade de fazer esse Romário ressurgir das cinzas. Na primeira quarta-feira, o insuportável peso dos anos de limbo pulou nas minhas costas, e a falta de preparo tanto físico quanto técnico fizeram do meu renascimento uma vergonha. Tudo bem.
As quartas-feiras se seguiam, e gradualmente fui me recuperando, alternando bons e maus momentos, mas já garantindo a confiança daqueles que viram em mim um dedicado guardião da defesa da equipe. Mas então começou a faltar algo, algo mais importante que qualquer coisa no futebol: o gol.
Eu ia, chutava, pegava na trave, chutava, pegava no zagueiro, chutava, ia pra fora. Mas foi quando, na última quarta-feira, um golpe certeiro de cabeça me transformou no jogador mais importante do mundo por um frame. Pescoço pro lado, olhos abertos, testada firme, bola na rede, woo hoo.
É bem verdade que a bola mais bateu na minha cabeça que eu bati nela, mas who gives a fuck?, o que importa é o gol. Meu primeiro gol.
Rumo ao milésimo agora.
---
Falando em renascimento, meu celular subitamente saiu do coma e apareceu dando olá como se nada tivesse acontecido. Ainda bem que eu não sofro desses dramas da vida moderna, porque depois de dois meses sem celular qualquer pessoa mais neurótica (ou com mais amigos) teria se matado.
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
Apocalypse. Now, please.
Ontem um terremoto abalou São Paulo e alguns outros estados pelo Brasil. Vocês viram?
Se sim, então talvez tenham notado que nem foi um terremoto, foi uma tremidinha de terra, como se alguém tivesse jogado o celular no mar, com o modo vibratório ativado. E, tipo, que merda isso.
Eu acho os fenômenos da natureza uma coisa fantástica, e dentre esses fenômenos uma panelinha que eu admiro é a das catástrofes. Adoraria ver esse tipo de coisa por aqui, mas o máximo que a gente consegue são umas enchentes, que normalmente são mais danosas por causa do mijo de rato que pela água da chuva mesmo.
Falta emoção, falta grandiloqüência. Quero ver trombas d'água, ciclones, terremotos, tsunamis, vulcões, aerolitos. Quero ver o chão se partindo, o fogo caindo em gotas e os relâmpagos pintando a paisagem. Quero ver dragões, magos, bruxas, pokémons, anjos, demônios, hordas de trogloditas, turbas de zumbis, quero ver o circo pegar fogo, malandro.
E o que eu ganho? Uma balançadinha na terra. 5 segundos. Achei que fosse um caminhão passando na rua. Ah, faça-me o favor...
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sábado, 19 de abril de 2008
É uma porção de pica
Eu entro na sala escura, acendo a luz, e lá de dentro eu grito 'surpresa!'. Eu faço aquela cara de 'oh, eu me peguei direitinho nessa', me cumprimento entre sorrisos bobos, e começo a cantar parabéns. No meio da música, eu mudo para aquela versão obscena, com uma porção de pica, e então eu rio, como se nunca tivesse ouvido essa antes. Eu faço um pedido, sopro a vela, eu bato palmas, e lá do fundo eu puxo o coro: 'com quem será, com quem será, com quem será que o Thiago vai casar? Vai depender, vai depender, vai depender se o Padula vai querer'. Então eu corto o bolo e dou o primeiro pedaço pra mim, enquanto canto 'puxa-saco, puxa-saco'.
Informação desimportante: hoje esse blog completa um aninho de vida. Embora eu não ligue pra isso (mentira, ligo sim, mas sacomé, blasé mode: on), decidi fazer algo pra comemorar a data. E nada7 - Pra ver se eu como alguém
Um dos textos sobre amor mais bregas que já se leu pela intenet. Na minha cabeça a idéia era boa: misturar Velhas Virgens, Evangelion, Monty Python e Beatles no mesmo post não era algo que se via sempre por aí.
No final, entendi por que.
6 - Insônia S/A
Uma coisa que eu aprendi fazendo esse blog é que pra fazer algo decente você precisa estar privado de quaisquer sentimentos que te possam influenciar. Quando isso não acontece, temos uma situação que foi recorrente durante esse último ano de blog: o mimimi.
Até pensei em não pôr esse post aqui, pra meio que fingir que ele nunca existiu. Mas what the hell, fez cagada, agora assuma.
5 - Mais de mil palhaços no salão
Mimimi mimimi mimimi.
4 - Inacabados
Eu posso ter tido vários motivos pra não terminar um texto. Falta de paciência, falta de inspiração, falta de tempo. O fato é que, se depois de não acabá-los eu começo outros e vou tocando minha vida, é porque realmente estes não eram pra virar.
Então me responda qual o sentido de publicar trechos de sucata literária? Eu sou algum escritor famoso? Não. Eu tenho fãs? Não. Eu vou ganhar algum dinheiro com isso? Pff. Então pra que gastar os olhos desse número mirrado de pobres coitados que visitam esse blog com lixo? Lixo tão ruim que nem conseguiu a façanha de ser publicado, mesmo tendo tantas outras escabrosidades por aqui (você viu essa lista). Lamentável.
3 - Sobre a Virada Cultural, o gangsta rap e duas nações apaixonadas
O mecanismo desse blog fundamenta-se no princípio de que ele é meu, eu escrevo o que eu quero, e dane-se quem tá lendo. Curto e grosso, como pipiu de anão.
E o que faz deste um texto ruim? Simples: eu tive que escrever um post de retratação. Foi tanta merda que nem a lógica do 'escrevo-o-que-eu-quero-pau-na-sua-bunda' foi suficiente pra segurar a barra. Se um post desse não merece estar entre os piores, então não sei o que merece.
2 - The social music revolution
Durante certo(s) período(s), eu queria postar mais do que havia assunto pra escrever. Então, como eu sempre escolho a opção errada, preferi postar mesmo assim.
Esse texto parece escrito por uma criança. Não fala nada com nada, começa com um assunto, termina com outro, sem nenhuma explicação, sem nenhum fundamento, sem nenhum sentido. Me dêem licença que eu vou ali chorar um pouco.
1 - No mundo da lua
Tem alguns textos que, quando você escreve, é atingido por um raio divino de orgulho e satisfação. E aí, com o passar do tempo, olha de novo e vê que não era bem isso. Esse é um exemplo. Quando acabei, teclei pra um amigo no MSN que essa era provavelmente o melhor texto que eu já havia escrito. The best, Jerry.
Agora eu leio ele e... qual é, trilha sonora? Trilha sonora do Kiss??? E esse texto de veado, 'ai, quando eu tinha 6 anos eu queria ter uma banca, pititi, pititi, pititi'???? Tudo isso por causa de um brinquedo? Acabou saindo o video game mais caro da história: R$ 1300,00 + meus testículos.
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Thiago Padula
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
I read the news today, oh boy
Depois que eu desisti de ser astronauta e jogador de futebol, a idéia de carreira que mais formigou pela minha cabeça foi a de jornalista. Não que eu achasse a profissão aquelas coisas, mas eu sabia que o Laerte era jornalista, e aí você conhece a história, os que podem pavimentam seu caminho, os que não podem vão na cola dos outros. Então, coisa de seis meses antes do vestibular, um golpe de pincel me desviou e eu decidi fazer publicidade. E aí, se você já lê esse blog há algum tempo ou me conhece um pouco, sabe o quanto me arrependo.
Mas, pensando bem, e com todo respeito a qualquer jornalista que possa entrar aqui por engano, que profissão de corno do caramba.
Veja se eu entendi bem: tem a fonte, e ela dá uma informação foda pro jornalista. Nosso amigo publica a notícia, e acaba atingindo gente poderosa que não gostou da história. Então a gente poderosa encosta o queridão no muro, dá-lhe um murro no estômago e pergunta, suavemente: 'de onde você tirou essa informação?'. O jornalista, cumprindo bravamente sua ética profissional, grita 'jamais direi!', e cospe na cara do poderoso. A porradaria se segue, e a tal da fonte fica ali quietinha, observando tudo calmamente, coçando o queixo e olhando pro alto.
E aí você faz uma reportagem incrível, ganha o Prêmio Esso, é reconhecido, trabalha na maior rede de TV do Brasil. E é fatiado pela lâmina da espada samurai de algum traficante.
Ei, qual a graça disso? Ser jornalista não é legal, legal é ser a fonte! Não é claro? Uma opção, já mostrou nossa amiga Mônica Veloso, é se envolver com algum parlamentar, protagonizar um escândalo e encher o cu de grana posando nua depois. Ela sim é esperta.
Mas pode ser que alguém venha aqui e diga 'ela não era jornalista!'. Até aí, Marcos Valério também não é publicitário e você não me vê defendendo a classe. Então seja homem e assuma logo, caralho.
E então tem aquele outro puritano que acha um nojo sair dando pra senador, ou alguma dessas espécies menos favorecidas pelo caráter. O mundo aí fora é perigoso, todos podem ser cruéis. A solução? Ficar com outro jornalista, ora!
Foi o que pensou a jovem e ingênua Sandra, quando caiu de amores por seu chefe Pimenta...
Update (na miúda): arrumei ali em cima o nome da Mônica, porque o burrão chamou a jornalista pelada pelo nome da atriz-delícia. E ninguém pra falar também, hein!
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Thiago Padula
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
=P
A comunicação via mensageiros instantâneos (MSN, SMS, ETC) é o que mais aproxima os seres humanos dos robôs (assim como o RPG é o que mais nos aproxima dos animais). Quando falamos com outra pessoa ao vivo, ou por telefone, deixamos que os músculos da face e a entonação da voz criem as nuances necessárias para que um cara de dois metros não confunda nosso respeito e temor com ironia (só um exemplo aleatório, nunca aconteceu). Quando utilizamos desses dispositivos digitais, e só dispomos da linguagem escrita, lança-se mão de todo tipo de frufru, de emoticons aos tradicionais smiles.
Na teoria, um =) é o equivalente a uma frase dita com simpatia, com doçura. Um rsrs é um risinho bobo, um =D é a alegria explodindo em flor. Mas você já reparou em outra pessoa teclando? Você já viu ela sorrindo quando digita um =)? E um hahaha (não um hahahahahahaha), normalmente tem a sonoplastia de uma gargalhada?
Não, não tem. O que acompanha é sempre a mesma cara de bunda com que o cara da mensagem fica quando está usando o computador (a menos que esteja vendo pornografia). Disso, podemos tirar duas possíveis conclusões: ou somos robôs, ou somos uns hipócritas filhos da puta.
Infelizmente, ambas as opções são realidades nos dias de hoje. Ligue para um serviço de atendimento qualquer e será atendido por um robô; aperte a tecla 2 e será atendido por um hipócrita.
O que nos diferencia dos robôs (assim como odiar o Corinthians é o que nos diferencia dos animais), é que eles sabem o português. Embora ainda se embananem nas regras gramaticais (vide a minhoquinha verde do Word), pelo menos se garantem na ortografia. E, nessa equação, ainda saem-se melhores que muito analfabeto funcional enrustido por aí.
No frigir dos ovos (eita...), a comunicação via mensageiros instantâneos nos aproxima de uma casta diferente de robôs: a de robôs hipócritas e burros. Se a teoria da seleção natural de Darwin se aplicar a essa situação absurda, dentro de algum tempo largaremos esses modelos textuais de interação e, gradativamente, caminharemos de volta à boa e velha comunicação oral. Porém, como tudo nos dias de hoje tende a se tornar uma bola de neve, mais essa onda retrô que não acaba nunca, é possível que em alguns anos estejamos dialogando através de pinturas rupestres.
O que pra mim vai ser ótimo, já que eu desenho melhor que escrevo, e terminar uma ilustração é mais fácil que terminar um texto.
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Thiago Padula
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