quinta-feira, 8 de maio de 2008

Vida privada

Não há lugar como o lar, assim como não há privada como a de casa, fato, ponto.

A privada, ou vaso sanitário para os politicamente corretos, é o objeto que mais influência pode causar sobre a anatomia de uma pessoa. Uma bigorna não vai deixar uma perna mais comprida se amarrada nela, nem um monte de anéis enrolados no pênis vai deixar o peru maior. Mas toda bunda fatalmente vai se moldar ao formato de sua privada natal.

Aí lá no trabalho o vaso tem uma espécie de estofado no assento. Desculpa a pergunta, mas que porra é essa? Isso me deixa nervoso, me deixa aflito, só de pensar que existe uma almofada a uma polegada do buraco por onde está saindo o que há de mais podre em mim. Simplesmente não combina.

É como cagar no sofá. Nem minha cachorra caga no sofá, por que eu, ser pensante, preciso passar por isso? O negócio é que defecar é um ato de sujeira. Portanto, não espero frescura, não espero conforto, não espero beleza, apenas um assento de plástico com agüinha suja embaixo. Você não faz um depósito de lixo dentro de uma catedral, e é a mesma coisa aqui.

E aqueles papéis higiênicos de coelhinho? Que tipo de mensagem eles querem passar com aquilo? Se já é grotesco pensar em cagar numa almofada, o que dizer de limpar o cu com um coelho? É... disgusting.

Um comentário:

adélia jeveaux disse...

mas convenhamos que algum acolchoado no assento da privada é de extrema importância, principalmente se há o costume de ficar horas sentado nele.
não precisa ser almofadas indianas nem nada, mas um fofinho anatômico faz bem.