sábado, 25 de outubro de 2008

Joinha

Eu gosto de muitas bandas, mas poucas eu posso dizer que gosto pra caralho. Entre as últimas, destaco, pra fins posteriormente esclarecidos, os Los Hermanos e os Strokes, facilmente minhas bandas preferidas do novo milênio.

Daí que diletos integrantes dessas bandas resolveram se juntar pra formar uma terceira, que está com disco quentinho no forno. O Little Joy é formado por Rodrigo Amarante, o guitarrista/baixista/flautista/vocalista/compositor menos importante dos Los Hermanos; Fabrizio Moretti, baterista não-tão-brasileiro-assim dos Strokes; e Binki Shapiro, de quem eu nunca ouvi falar.

O disco, homônimo, sai em 4 de novembro. Mas se tem uma coisa que tanto Los Hermanos como Strokes sabem MUITO bem é que não se pode confiar nas inescrupulosas veias da internet. Resultado: o álbum, claro, já está no meu mp3 player. E já vou dizer: é bom pra cacete.

Ele não se desprende das escolas formadoras de dois terços da banda, afinal lá estão o 'quenguenguen' de guitarra típico dos Strokes e o vocal inconfundível do Amarula (que, cantando em inglês, até lembra o Julian Casablancas). Mas, veja bem, é diferente. Além de emprestar um certo sotaque 'havaiano' do Libertines e deixar mais à mostra umas inspirações regueiras que costumavam aparecer muito timidamente nos trabalhos dos grupos de origem, eles rompem a membrana do rock oitentista e vão saudar os Beach Boys lááá nos anos 60, aproveitando-se tanto da atmosfera melada de fim de tarde quanto dos trabalhos vocais, que praticamente inexistem nas duas bandas (e estou dizendo 'praticamente' porque eu sou bonzinho).

Ainda que não tenha canções arrebatadoras como 'O vento' e 'Hard to explain', o disco mantém-se num nível alto, a ponto de já fazê-lo melhor que '4' e 'First Impressions of Earth', os lançamentos mais recentes das moribundas bandas (e eu gosto bastante dos dois álbuns, diga-se). Só não dá pra cravar que é o melhor do ano pois: 1- eu ouvi pouquíssimos lançamentos em 2008; e 2- Fleet Foxes e Spiritualized são páreo duro. De qualquer maneira, é bom ver um raio de luz saindo da UTI em que se enfiaram minhas bandas queridas (porque, convenhamos, o disco do Camelo é chato que dói), e vamos ver que diabo nasce disso aí. Já tô na fila pra ver um show =)

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Um comentário:

João disse...

Indo na contramão do que sacramentou a imprensa "especializada", gostei bastante do álbum do Camelo.