quinta-feira, 3 de maio de 2007

Pra ver se eu como alguém

Tem uma música do Pullovers que chama 'todas as canções são de amor' (ouve aqui) que, bem, o título é auto-explicativo. Tem uma outra do Velhas Virgens que crava, sem pudor: 'tudo que a gente faz é pra ver se come alguém'.

Em um curta (genial, só pra constar) do Monty Python, um cara expõe uma teoria de que a alma não nasce completa. Ela é como uma garrafa, que precisa ser preenchida ao longo da vida, e alerta para o descaso que tem sido feito dela, uma vez que as pessoas cada vez mais se preocupam com coisas que, no fundo, não são importantes.

E também tem aquele desenho japonês, o Evangelion, que diz que o ser humano é, assim como já dito no exemplo anterior, incompleto por natureza, e esta é a razão pela qual uma pessoa precisa de outras: para 'se preencher'. Também diz que a próxima etapa no processo evolutivo seria o ser humano completo, coisa que eles tentam forçar através de um 'plano de complementação humana', remendando as almas de todas as pessoas do mundo (não tente entender, vendo o desenho já é difícil).

Agora a última, só pra terminar: tem aquela música, daquela banda, feita por aquele compositor, que, embora aparentemente 'desminta' o que se diz nos dois exemplos do primeiro parágrafo, na verdade está dizendo a mesma coisa: a gente passa a vida inteira tentando impressionar pessoas. Se a gente escreve uma música, se a gente muda o corte de cabelo, se a gente escreve um post cheio de exemplos bizarros, no fundo, ou às vezes até mesmo na superfície, é só pra fazer com que aquela pessoa note você. É a coisa do Evangelion: precisamos nos 'complementar' através dos outros. Mas, embora essa busca pelo destaque e pela diferenciação seja o que nos move pelas esburacadas estradas da vida, no final das contas, 'there's nothing you can do that can't be done, nothing you can sing that can't be sung (....), all you need is love'.

Um comentário:

Marceli disse...

Vamos nos impressionar hj?
Eu, o Jão e o Leco vamos pra sampa!!O q vc vai assistir?