domingo, 20 de maio de 2007

Deixa o menino jogar

A repercussão que a busca do Romário pelo tal gol mil causou não foi das mais positivas pra ele. Mídia afora, choveram provas, estatísticas e dados mostrando por A+B que esses mil gols não tinham plausibilidade oficial.

E quer saber? Foda-se. Sempre imaginei essa marca como uma conquista pessoal do Romário, não como um feito na história do futebol. Se os seus gols foram feitos em jogo-treino, em torneio de aspirantes, ou bolas na rede em jogo de futevôlei, foram gols dele do mesmo jeito, então pra ele conta. E daí se não vale pras estatísticas oficiais, e daí se ele não é Pelé?

O oxigênio da imprensa brasileira, a esportiva em especial nesse caso, é a polêmica, o oba-oba, a euforia descabida. Dessa maneira, talvez até tenha se criado alguma antipatia pela saga do artilheiro pigmeu, mas gente, nos coloquemos no lugar dele. Eu, mesmo sem nunca ter disputado uma partida de futebol oficial na vida, gostaria de saber quantos gols eu já fiz nas peladas na rua ou nos campeonatos da escola. São números que pra você significam nada, mas pra mim sim. É o mesmo com ele. Então deixa o rapaz comemorar, ele merece.

Romário nunca foi um herói meu, principalmente porque a seleção brasileira pra mim sempre foi um passatempo. Meus heróis mesmo são Telê, Raí, Muller, França, Kaká, Luis Fabiano, Rogério Ceni. Mas eu gosto de futebol, e assim como vibrei com a cabeçada do Zidane no Materazzi ano passado, fico contente pelo baixinho. E já chega desse assunto, bora ver quantos pontos eu marquei no Cartola.

Um comentário:

Ethanol disse...

Notei que todos os teus heróis jogam ou jogaram no tricolor paulista, amado clube brasileiro, tu és forte tu és grande, entre os grandes é usineiro.