domingo, 25 de janeiro de 2009

Na cabeça e na cintura

Dia desses eu estava procurando um CD-R vazio onde pudesse gravar um jogo de PlayStation e, no meio da bagunça, encontrei um disco do É o Tchan, chamado Na cabeça e na cintura. Aí a tela começa a torcer e sai um barulho esquisito, porque é hora da viagem no tempo.

O que mais me surpreendeu no grupo na época em que eu era pequenino é que foi a primeira vez em que vi uma banda sem nenhum músico. Nenhum. Ne-nhum. Eram três dançarinos e dois cafetões, só. Três bundas - uma delas peluda - rebolando e dois 'animadores' que gritavam doçuras como 'mexe, safada' ou 'rebola, ordinária'. Fino.

Outra coisa interessante era a forçosa comunhão racial: obrigatoriamente havia uma dançarina morena e uma loira, ainda que a loira eventualmente fosse mais preta que a morena. Aliás, não só racial, mas também social: no tal do disco tinha a clássica Dança da cordinha, linda música que pregava que há lugar para todos sob a cordinha, loirão ou neguinha, gordão ou magrinha.

Você deve a essa altura estar pensando o que diabos um disco do É o Tchan fazia no meio da minha pilha de CDs. Bem, não dá pra me esquivar dessa resposta: fui eu que comprei. Culpado. Eu era jovem, inocente, e morava (ainda moro) num bairro pobre - todo mundo aqui ouvia essa porra. Eu não conhecia música boa e pra mim Kurt Cobain era marca de roupa.

E antes que você pense que possam existir vídeos do pequeno eu ralando na boquinha da garrafa ou passando debaixo da cordinha, NÃO TEM! Não adianta procurar nas casas de parentes, porque isso não existe, é coisa da sua cabeça. Vá cuidar da sua vida e deixe minha família em paz.

Deixe minha família em paz...

10 comentários:

Morto de frio disse...

Por algum tempo o Colbain mais famoso que eu conhecia era aquele do jogo do DarkStalkers.

Morto de frio disse...

Uhn... Fiz uma pesquisa agora e descobri que o nome do cara era Jon Talbain...
Bom. É uma pena... Era essa a desculpa que usava pra escrever Colbain com "l" até hoje.

Thiago Padula disse...

No Darkstalkers eu só jogava com o Byron, porque qualquer imbecil podia jogar com ele: é só apertar os botões desenfreadamente.

Ou com a Morrigan, porque tudo que um pré-adolescente quer é ver peitos pixelizados pulando.

Felipe Sodré disse...

Você que pensa que não tem :)

Thiago Padula disse...

Ai caralho, da onde cê saiu, mano?? Como está, que tem feito?

Jesus, tô meio tonto com o colapso do espaço-tempo, mal aê.

Tati disse...

Eu tava num mal humor aqui em casa porque caiu a m.... do sinal da NET e te juro que o blog me animou. Vai ordinária!!!!!! Passa negão, passa gordinha, quero ver você passar, por baixo da cordinha...hahahahahahahahahahahahahaha!!!!!!!!!!!!!!!

Thiago Padula disse...

Ah, eu sei como se sente. Eu fico maluco quando a antena aqui para de pegar, e eu tenho que usar um tufo de palha de aço pra fazer funcionar.

Eu aposto que a Bombril é dona de metade das fábricas de antena do Brasil.

Felipe Sodré disse...

Pois é, tava vendo uns vídeos antigos de você dançando na boquinha da garrafa no colégio, e vim aqui te avisar, haha.

To tentando me formar ainda e voltar pra São Paulo de vez.
Qquer coisa:
Gtalk: fsodre@gmail.com
msn: malkava@hotmail.com

abcs !

Otávio Pacheco disse...

Pois é, não tinha nenhum músico, e naquela época isso ainda era novidade: uma banda sem músicos. Coisa de vanguardista.

Renato Sansão disse...

Sem contar as incursões da banda sem músicos pela selva, Japão, Havaí e lá vai ordináááária...

PS: quem não dançou a dança da cordinha ou descabelou o palhaço pensando nas Sheilas que atire o tchaco na careca do Paduka!!