sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Os melhores e os piores

O final do ano está aí, e com ele vem os preços altos, as férias escolares e o incrível combo de dois feriados separados por uma semana que normalmente é emendada, mais conhecido como espírito natalino.

Essa época tem seus prós e contras, embora pra mim os contras sejam os prós da maior parte da galerinha, tipo aquelas decorações megalomaníacas dos bancos na Paulista (não existe combinação que eu abomine mais que verde e vermelho) e as tais da retrospectivas pessoais, essas de ficar relembrando tudo que não aconteceu durante o ano e achando que vai acontecer na próxima rodopiada do planeta.

Mas ao contrário das retrospectivas pessoais, existem as retrospectivas, ahn, factuais (?), que são mais divertidas, não me pergunte por que. E por isso, como eu estou sem trabalho e sem nada mais interessante pra escrever, vou citar as melhores e piores coisas que rolaram entre 1º de janeiro de 2007 e hoje, num ranqueamento sem critério e que avança violentamente sobre a superficialidade.

Começando com os melhores:

5- Super Mario Galaxy
Sim, eu estou metido desde que comprei meu Wii, como já disse o Eduardo. Mas meu deus, como é legal esse jogo. Criatividade jorrando, estilo de jogo único, e uma incrível capacidade de nunca se repetir, fazendo a bagaça sempre instigante. Muito foda.


4- Borat
Borat é um filme do ano passado, mas aqui no Brasil só chegou em fevereiro. Fiz questão de ir ver na estréia, e saí do cinema quase chorando: é um filme pra lavar a alma. Mas tudo que havia pra ser falado dele já foi dito, então não vou me alongar.


3- In Rainbows, do Radiohead
O Radiohead é a banda mais importante do mundo porque é ela quem faz a música pop andar. Com o revolucionário disco novo, In Rainbows, eles deram uma bela chacoalhada na discussão sobre o futuro da distribuição da música e, de quebra, entregaram um disco maravilhoso.


2- Led Zeppelin ao vivo
Duas considerações: primeiro, houve uma centena de bandas que se juntaram pra voltar a tocar, e todas eles mereceriam um lugar de destaque aqui, como o Police, o Rage Against the Machine e o sensacional Jesus and Mary Chain. Mas, pra encurtar a história, escolhi uma só, evidentemente a mais importante.

Segundo, que é uma dúvida que pode ocorrer: como você põe um fato que remonta ao passado, às tenebrosas ruínas do rock n' roll, à frente de um acontecimento inovador e que pode ter quebrado enormes paradigmas no mundo da música?

Resposta: o Led Zeppelin é, sempre, mais importante.


1- Campeonato Brasileiro
O campeonato perfeito: meu tricolor campeão com 140 rodadas de antecipação, boiando sobre a ralé, e o Corinthians despencando do alto da sua repugnância até o mais obscuros túneis da degradação futebolística. Perfeito, essa é a única palavra que pode definir esse acontecimento divino.


E, agora, os piores:

5- Twitter
Pra que serve essa porra?


4- Homem Aranha 3
Decepção, desamparo, vazio no coração. Depois de ficar 4 horas na fila do cinema, pegar a sessão da 1 hora da manhã e assistir o filme com pessoas que não sabiam se viam a película ou conversavam numa sala com o ar-condicionado desligado, o mínimo que eu esperava é que o terceiro filme da saga daquela criatura ridícula (com todo o respeito) fosse tão bom quanto o segundo. Não era tão bom quanto o segundo, não era tão bom quanto o primeiro, não era sequer bom. Uma grande perda de tempo, que tristeza.


3- Dinastia Emo
É fato: eles chegaram ao poder. Não quero falar muito sobre isso, pois me dá calafrios, mas vou repetir o que já escrevi nesse blog: um país que celebra o NX Zero merece morrer.
Por empalamento.


2- Tropa de Elite way of life
Não vi Tropa de Elite, não quero ver Tropa de Elite e tenho, sim, sérias restrições a um filme cuja música tema é do Tihuana. Mas o que me incomoda mesmo é como de repente as frases do filme se incrustaram no cotidiano popular. Eu não agüento mais ouvir o tempo todo cara gritando 'pede pra sair!', ou 'o senhor é um fanfarrão'. Vocês é que são fanfarrões, peçam pra sair agora!


1- O hype jornalístico
Isso não foi exclusividade desse ano, e talvez até numa próxima eleição eu o nomeie hors-concours, mas foi de lascar ser metralhado constantemente por notícias sobre o Pan-Americano, a queda do avião da Tam, a menina que sumiu em Portugal (deram até apelido carinhoso pra ela, depois de tanto tempo cobrindo o fato), a cratera no metrô, os traficantes de ecstasy. Com milhões de coisas acontecendo no mundo, não é possível que só falem sempre da mesma merda, não é.

3 comentários:

Edu Melo disse...

Qualé, Padula...
Radiohead é o Che Guevara da música pop? Tá bom viu...

Thiago Padula disse...

Não, porque o Che Guevara só conseguiu um triunfo e um monte de tora no rabo. O Radiohead é, ahn... os Beatles?

João disse...

Beatles? ....eu acho que nããããããããão.