sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Alô alô Realengo - aquele abraço!

Duas coisas que eu tinha vontade de fazer eram viajar de avião e visitar o Rio de Janeiro. Porque, imaginava eu, que voar - ainda que em uma baleia de metal - era uma das sensações mais gostosas que se pode ter, e que o Rio, apesar dos pesares, era uma cidade lindona.

Ontem, a trabalho, fui pro Rio de avião. Fui no transporte mais seguro do mundo para a cidade mais perigosa do mundo.

Brincadeira, estou exagerando. Deve haver algum transporte mais seguro.

Sabe quando dizem na TV sobre o tal do Caos Aéreo, da bagunça nos aeroportos, do atraso nos vôos? É tudo verdade. E três horas depois do horário previsto, lá vou eu (cantando mentalmente '30000 pés', do Pato Fu) universo acima.

1ª constatação: não tem nada de mais voar nessa merda. Que bobagem.

O serviço é excelente. Após 3 horas de espera, somos brindados com 2 cream-cracker e um copinho de refrigerante quente. Mas a visão da aeromoça tornou tudo mais, ahn, confortável.

Cheguei no Rio e só o que se via era chuva e o céu cinzento. Por um minuto achei que o piloto, pilantrinha, deu meia-volta e aterrissou em São Paulo. Mas falo mais sobre essas semelhanças mais pra frente.

Os cariocas em geral são muito gente boa (descobri isso no decorrer do dia), mas por alguma razão astral o taxista que nos levou até o hotel era um maníaco, uma mistura de Joel Santana com Travis Bickle (vocês assistiram Taxi Driver, né?), que ficava cantando, resmungando, falando mal do governo, da criminalidade, da polícia e do sistema tributário, tudo isso entre um ruído esquisito e outro.

2ª constatação: cidade maravilhosa my ass. Vá distante 50 metros do mar e você terá São Paulo, com a mesma arquitetura, os mesmos bairros e a mesma sujeira (ponto negativo: eles têm outdoors). Coloquem um punhado de areia e água no final da Paulista e um jesus de braços abertos no prédio da Gazeta e ficamos rigorosamente iguais.

Vôo de volta, atraso de 4 horas, mais o detalhe que a barca ia descer em Guarulhos - fora que ela já não saiu do aeroporto que era pra sair.

E foi assim o dia mais feliz da minha vida.

2 comentários:

Morto de frio disse...

Transporte fluvial...
Não sei se é mais seguro, mas é incrivelmente mais barato e isso já significa muita coisa.

Outdoor gera um tipo de economia interessante. Querem a cidade mais bonita? Tirem o lixo do chão, limpem o ar.

Os cariocas são as melhores pessoas do mundo e deveriam ser reconhecidos por isso.

Thiago Padula disse...

Não sei se são as melhores pessoas do mundo, pq eu conheço poucas pessoas nesse mundo, mas tirando o taxista psico e um outro que não podia conversar pois estava concentrado em expelir os próprios pulmões, todos os cariocas que cruzamos eram gente fina pra caralho.