quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Retrospecbosta 2015

2015 foi um bom ano, e talvez por isso esse blog tenha ficado às moscas. Me condicionei a escrever só sobre as bosta, e, embora isso estabeleça uma dependência, era como chutar pro gol vazio: sempre tá uma bosta, então sempre haverá sobre o que escrever.

Pois que as coisas mudaram. Não porque não tem tanta bosta (sempre tem, né), mas porque eu não estou mais afim de escrever sobre isso. Sinceramente, hoje eu sequer tenho vontade de me expressar, essa urgência maluca de por pra fora minhas opiniões, meus sentimentos, minhas impressões. Não tô nem aí pra isso mais. E é saudável, é gostoso, você deveria experimentar também (principalmente você que eu arranquei do meu feed no facebook porque que saco, para de dar opinião sobre tudo, ninguém te perguntou).

Mas, para que quem gosta desse blog do jeito como ele é tenha ao menos uma retrospectiva do meu ano, fiz uma em forma de listas categorizadas. Tem tópicos, subtópicos, parágrafos, incisos, vou parar porque eu não sei bem o que significam essas coisas. Coisa sucinta, pá pum, toco y me voy.

Viagens
  • Muitas viagens;
  • Foi legal;
  • Muitos pombos em Buenos Aires. Não coma na calçada;
  • Sério, eles vem e pá;
  • “Pá” pode ser “roubam sua comida” ou “cagam na sua comida”;
  • A Califórnia é grande, longe, e não faz esse calor que dizem que faz;
  • Um cara tentou me vender maconha na frente do McDonalds. Me parece que essa associação só gera lucro pro McDonalds;
  • Um guaxinim invadiu a sacada do meu quarto de hotel, no terceiro andar;
  • Ele era fofo, mas como eu nunca vi um troço desse na vida, não havia hospital num raio de 50km e eu não sei falar “anti-rábica” em inglês, preferi pedir que ele se retirasse, de uma maneira contida e serena, sem escândalos;
  • Foi sim, tá;
  • POIS PROVE! PROVE, QUERO VER!
  • Uma mulher pediu pra eu descer do ônibus só porque eu sou marronzinho;
  • Ou porque eu estava com uma camiseta do Breaking Bad e ela gosta de Game of Thrones;
  • Tudo tem pimenta nesse carai;
  • Monte Verde, em Minas Gerais, é uma vila singela, aconchegante, romântica, muito romântica;
  • Tem bosta de cavalo por todo lado, meu deus do céu;
  • Tem que ver a alimentação desses bichos, não é possível um negócio desse.

Moradia
  • Mudei-me duas vezes durante o ano;
  • Na primeira, ao mover a estante para desmontar, enfrentei uma megalópole de baratas e as exterminei como se fosse c e r t a s entidades genocidas em Sodoma e Gomorra. Algumas foram atingidas por inseticidas mortais e arrastaram seus cadáveres condenados para as pilhas de caixas;
  • Desmontar móvel, montar móvel, por livro na caixa (mil quilos), carregar coisa, muito trabalho físico pra uma pessoa da minha constituição;
  • Achei uma barata morta;
  • A primeira casa era grande, bonita, legal. Muitos armários, muitos quartos;
  • Achei outra barata;
  • Meses depois foi um apartamento. Agora estamos sós, meus instrumentos e eu, no quarto andar de um empilhamento de pequenas tragédias;
  • Morar sozinho dá muito trabalho, sempre tem louça pra lavar, tem pó pra varrer, tem roupa pra passar, tem… achei mais uma barata;
  • Tem duas cervejas na minha geladeira e eu não bebo, venha me visitar.

Animais
  • Aos quatro cachorros somaram-se um gato, depois outra gata. Depois, na casa nova, um gato qualquer se somou à gata, o que não faz sentido porque no final os gatos se multiplicaram;
  • Mais uma barata, mas essa não foi culpa minha;
  • Um passarinho! Olha como ele é belo. Vem, passarinho, que lindo você é;
  • O passarinho morreu;
  • Falei também da pogona, dragão barbudo, largato? Tem um também. Ou uma. Não sei;
  • Uma tartaruga! Oi, tartaruga!;
  • Tartaruga?;
  • Não tenho nenhum bicho comigo no apartamento. Meu coração não aguenta mais.

Futebol
  • Próximo tópico.

Música
  • A banda não ensaia desde abril, então tá devagar o negócio;
  • Estou aprendendo a tocar piano, porque sou esnobe;
  • Só vi um show internacional durante o ano inteiro, mas um show do Faith no More vale mais que mil palavras;
  • Não era esse o ditado.

O Brasil, o mundo
  • Ah, tá complicado, né? Tá complicado;
  • E as escolas, hein? Professores, alunos… tá complicado;
  • E a crise? A crise tá complicada;
  • Crise migratória é um negócio complicado, os refugiados correndo pelas suas vidas, e esse Estado Islâmico aí…;
  • Sim, é complicado;
  • Lá perto de casa tem uma ciclovia. Ciclofaixa. Não sei. Complicado;
  • A ameaça comunista aparentemente voltou. Ou é paranoia? Hein?;
  • É…

Concluindo
Foi legal. Tô vivo. Tô empregado. Joguei Undertale. Fui bem acompanhado. Gastei dinheiro demais. É bom também.

Pro ano que vem eu não prometo nada. Nem você deveria, pare de se enganar. Seja feliz. Ou seja triste. Mas sinta alguma coisa. E até 2016, se isso significar algo. Não sei. É complicado.

2 comentários:

Ludmila Bahia disse...

Sobre eu ter visto esse post hj e a sua vontade de não escrever mais sobre a vida de bosta... É complicado. rsrs

Nossa. Medo da moça te expulsando do busão;
Tantos tópicos, tanta vontade de comentar cada um, mas a preguiça me abunda neste momento.

Mas super legal o post *-*. É bom viajar, é bom gastar, é bom fazer o post em tópicos e barata não é de Jeová!

É legal aprender piano! Deve ser massa. Que bom que o show valeu por tudo! A banda... Poxa ensaiem gente! Gravem mais.

E por favor, coloquem no SPOTIFY as faixas já gravadas! Quero mandar para os meus amigos por lá, por nas minhas playlists... Muita gente pode conhecer a banda também pelas sugestões, enfim...

E sobre o Brasil e o mundo. Foi complicado. É complicado. Tá complicado. Sempre será complicado?

#reflitamos ou não. Tô com preguiça mesmo.

Bom ano!

Celia Furlan disse...

Gostei