Eu não gosto de novela. Acho um saco, não assisto, não quero nem saber. E, exatamente por isso, e por fazer parte de uma família normal (nesse ponto), que está sempre com a TV ligada das 21 às 22, adquiri uma técnica para acompanhar teledramaturgias à distância.
Como eu estou fadado a morrer pobre (o que quer dizer que eu posso morrer a qualquer momento), não vou fazer cu doce e escrever um rápido e gratuito guia pra você que por motivos x (leia-se 'vida') não consegue estar o tempo todo na frente da Globo. Simões, põe na tela:
É bem simples. Assim como um espectro de cores pode definir todos os perfis da alma, ver novela baseia-se pura e simplesmente na trilha sonora. Então você liga a TV, aumenta o volume e vai, digamos, pra cozinha.
Se estiver tocando um pagodão, é o momento do núcleo pobre. Festa, sorrisos, piadinhas - em novelas, o pobre é sempre o alívio cômico. A menos que seu senso de humor seja da profundidade de um pires, nem perca seu tempo.
Silêncio. Diálogo puro, então das duas uma: ou são amenidades, ou é a vilã discutindo com alguém, cena que normalmente vai terminar com um tapa na cara. Se você curtir tapa na cara (broadcasted, não necessariamente ao vivo), pode ser uma boa. Ou se curtir a Suzana Vieira falando merda, também.
Eu odeio a Suzana Vieira.
Música de balada. Aí é fácil, é balada. Gente dançando (sempre, SEMPRE tem um negão black power), o galã dando idéia na modela magrinha, que fica com o sorrisão aberto e nem consegue se fazer de difícil. Também não vale a pena.
Se a música for aquelas tensas mais lentas, com notas seguradas ad infinitum, violinos, violoncelos e o caralho, é o vilão olhando pro nada, namorando sua loucura. Nah.
Agora, se for das tensas frenéticas, corra como se não houvesse amanhã. É cena de ação, e cena de ação numa novela é como ligação recebida no meu celular: se perder essa, sabe-se lá quando vai ter de novo. Por sorte, elas costumam demorar um pouco, então se você torcer o pé na afobação, não se preocupe, continue arrastando-se que ainda dá tempo.
E, por fim, se tocar música de casamento, é o último episódio da novela. Como o casamento vem no final, logo depois da cena de ação onde o carro do vilão cai do precipício, é provável que você já esteja lesionado nesse ponto. Como essas cerimônias são sempre a mesma coisa, sim pra cá, sim pra lá, aconselho seriamente a você tomar o caminho do hospital. Normalmente os hospitais têm uma tevezinha 14 polegadas na recepção, então dá pra ver que encalhada vai pegar o buquê - normalmente a pobre-alívio-cômico.
Ou a Suzana Vieira.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Você vai se emocionar
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Thiago Padula
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Vida privada
Não há lugar como o lar, assim como não há privada como a de casa, fato, ponto.
A privada, ou vaso sanitário para os politicamente corretos, é o objeto que mais influência pode causar sobre a anatomia de uma pessoa. Uma bigorna não vai deixar uma perna mais comprida se amarrada nela, nem um monte de anéis enrolados no pênis vai deixar o peru maior. Mas toda bunda fatalmente vai se moldar ao formato de sua privada natal.
Aí lá no trabalho o vaso tem uma espécie de estofado no assento. Desculpa a pergunta, mas que porra é essa? Isso me deixa nervoso, me deixa aflito, só de pensar que existe uma almofada a uma polegada do buraco por onde está saindo o que há de mais podre em mim. Simplesmente não combina.
É como cagar no sofá. Nem minha cachorra caga no sofá, por que eu, ser pensante, preciso passar por isso? O negócio é que defecar é um ato de sujeira. Portanto, não espero frescura, não espero conforto, não espero beleza, apenas um assento de plástico com agüinha suja embaixo. Você não faz um depósito de lixo dentro de uma catedral, e é a mesma coisa aqui.
E aqueles papéis higiênicos de coelhinho? Que tipo de mensagem eles querem passar com aquilo? Se já é grotesco pensar em cagar numa almofada, o que dizer de limpar o cu com um coelho? É... disgusting.
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Thiago Padula
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
Freak fighter II
Lá pelos meus seis anos de idade joguei fliperama pela primeira vez, um daqueles mods famosos de Street Fighter II. Basicamente, esse jogo foi responsável por um turbulento período da minha vida, de dependência eletrônica e humilhações públicas, com minha mãe indo buscar o filho fugitivo nas portas das casas de jogos por ai. Mas me curei e tal.
However, o assunto desse post é outro. Porque assim, algo que te vicia quando você tem menos de uma década de vida pode deixar fortes seqüelas no seu caráter e na sua maneira de ver o mundo. Em Street Fighter seu objetivo era enfrentar lutadores de várias partes do globo, cada um de um país, cada um representando a maneira distorcida como aquela japonesada que criou a bagaça via o planeta. O jogo é ótimo, mas o estereotipismo, patético.
Veja só, vamos começar pelos lutadores dos US and A, que é a nação que abriga mais personagens. Temos Ken, o playboy, Guile, o militar, e M. Bison, o boxeador safado. Esses são fáceis, Ken é o símbolo do capitalismo que acabara de dar um cheque-mate no socialismo soviético, Guile é a representação da obsessão bélica estadunidense, em alta por conta da Guerra do Golfo que se iniciara no ano de lançamento do jogo, e M.Bison era, claro, o Mike Tyson, que em 91 foi preso acusado de estupro (aí eu não sei te dizer se a parada foi antes ou depois do jogo estar pronto).
Até aqui foi fácil. Depois começa a piorar. Já que o Ken era o capitalismo triunfante, teria que haver um representante soviético, e esse é o amargurado Zangief. Vocês lembram (eu não lembro, era muito novo) de todos os mitos assustadores, de que comunistas comiam criancinhas e tudo mais? Pois então, vamos aproveitar o marketing negativo e fazer um personagem que se vista apenas de SUNGA NA SIBÉRIA e que tenha um monte de cicatrizes no corpo por suas lutas em que ESTRANGULAVA URSOS. Sério, depois dessa, criancinhas deviam ser tipo a pipoca na sessão da tarde.
E tá começando a ficar bizarro. Diretamente da Índia, vem Dhalsim, um magrelo e desnutrido e sem pupilas (!) que passa os dias meditando entre elefantes. Seu estilo de luta? IOGA. I-o-ga. A arte milenar que busca o equilíbrio perfeito entre o corpo e a mente agora virou arte marcial. E aí manja aquele negócio que os iogueiros põem a perna atrás da nuca, como se pudessem esticar os membros? Pois então, novidade pra você: segundo quem fez o jogo, eles podem mesmo. E também podem cuspir fogo, cuidado.
Chegamos na Chun-Li. A minha primeira de muitas paixão platônica (oh, criança burra) era, do umbigo pra cima, uma linda oriental com um corpo perfeito. Do umbigo pra baixo, era um minotauro.
A Chun-Li não é nem uma representante da China. Ela é mais uma representante da mulher, como um todo. E aparentemente designers de jogos não são muito íntimos aos detalhes da anatomia feminina porque, oh deus, aquilo está muito longe de ser normal.
Fora que ela não devia pegar ninguém, porque se as pernas são musculosas daquele jeito, ela devia estrangular paus com a buceta.
Não sei como fizeram pra enfiar ela numa calça em versões posteriores do jogo.
Agora respira.
Você, amigo brasileiro, você, amiga brasileira, deve às vezes se sentir incomodado com a imagem deturpada que fazem da nossa nação maravilhosa nos longínquos domínios estrangeiros. Mas isso aqui é demais. Blanka, o defensor das águas tupiniquins, é um monstro. Ele era uma criança normal, aí sofreu um acidente de avião, foi parar na selva amazônica e, evidentemente, involuiu para um orangotango verde, com o cabelo laranja e dentes de crocodilo. Claro. Fora que o cenário dele é uma pequena aldeia amazonense esquecida pela civilização, com uma anaconda (!!) enrolada numa árvore, como se um bicho de estimação fosse.
E o que me deixa mais estupefato nessa história toda é que ele usa uma bermuda. Se eu fosse um ogro verde que desse choque a última coisa que ia querer esconder seria minha trolha. Pelo contrário, depois de tudo isso é mais possível que eu saísse à noite estuprando as menininhas da aldeia.
Pois bem, esse foi meu texto-desabafo. Eu adoro esse jogo e ainda tenho uma quedinha pela Chun-Li, mas me senti na obrigação de pôr os pingos no is. Agora eu entendo porque minha mãe ia me buscar no fliperama me puxando pela orelha de volta pra casa, e agradeço. Imagine se eu tivesse jogado isso tanto, ao ponto de virar um adulto infeliz que ganha a vida escrevendo HTML. Deus me livre.
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Thiago Padula
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Meu fi, minha fia
Esses dias me peguei pensando, após uma ligeira avaliação desses meus 23 aninhos de vida, sobre o que eu gostaria de preservar e o que gostaria de evitar quando tiver um filho.
A primeira coisa seria desencorajá-lo de chegar perto de papel e giz de cera. Esse negócio de desenhar não dá camisa a homem. Mas também não ia ficar colocando ele em tudo quanto é curso, o moleque precisa de todo o tempo livre pra brincar. No máximo, um tradicional inglês.
E eu quero que ele aprenda a tocar um instrumento, de preferência baixo ou bateria, pra gente formar uma banda. Vou deixar ele jogar meus video games velhos (porque nos novos ninguém tasca), e vou comprar uma bola de capotão pra ele fazer amigos na rua. Mas não vou deixar empinar pipa porque é coisa de retardado perigoso.
Ah, e vai comer de tudo. Tem essa de bolacha e salgadinho não, vai comer feijão e arroz. E vai estudar, quero ver nota boa na escola. Não quero que seja encrenqueiro, mas ele vai ter meu aval quando precisar quebrar a perna de algum moleque folgado.
E ele vai ter todos os cachorros e gatos que quiser. Mas vai ter que rezar sobre o túmulo de Maria todo dia. E pode ter amigos imaginários, desde que não sejam má influência.
Também vou acostumá-lo desde cedo à idéia de que a mãe dele é frígida, pois não quero que imagine os pais transando. E nada de trazer menininha pra minha casa, vou construir um porão pra ele levar as piriguete e passar o rodo. No aniversário de 18, claro, vai fazer excursão pro puteiro.
Agora, se for menina, é quase tudo isso, mas vou matá-la aos 14 anos pra não ter que saber que filha minha tá dando pra marmanjo por aí.
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Thiago Padula
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segunda-feira, 28 de abril de 2008
Virada de bosta
Mentira, foi legal, só pus esse título pra fazer a brincadeira besta com o nome do blog.
Ao contrário dos últimos anos, em que me afundei madrugada adentro rodopiando pelos escombros da cidade em busca de qualquer coisa pra ver/ouvir, dessa vez guardei minhas forças para o domingo, perdendo a Virada. Ainda restou o Cultural.
Embora a graça da coisa realmente esteja na madrugada, um combo Cachorro Grande + Arnaldo Antunes + Lobão + Ultraje a Rigor não se acha sempre por aí, de graça e com o céu lindo. Sendo assim, um tchauzinho pro sereno, um olá pro sol. E que sol quente filadaputa, tão quente que espantou as nuvens e, por tabela, quase espantou todos que estavam à minha volta.
Antes ainda desses shows todos, deu tempo de ver o Overcoming Trio, grupelho folk formado pela lindinha Mallu Magalhães, pelo gente boa Hélio Flanders e pelo esquecido Zé Mazzei. No repertório, um monte de músicas do (pai, filho, espritossanto) Bob Dylan, mais umas da garotinha. Aí teve It's all over now, baby blue, Maggie's farm, House of the rising sun (se ela cantasse essa música assim no Raul Gil seria a ídala do meu pai), Simple twist of fade, e outras.
Depois, o Cachorro Grande. Vou ser sincero, depois de vê-los pela sexta vez, o impacto já vem forrado de espuma. Mas é sempre um show divertido, com Hey, amigo, Lunático e My generation.
Tem aquela máxima machista de que panela velha é que faz comida boa. Como o rock 'n' roll é uma biatch, a regra se aplica aqui também. Embora às vezes o tempo afaste o auge criativo para longe, em cima de um palco a experiência é sempre um aditivo (cê tá acompanhando a metáfora, né? Meio vulgar, e tal), e um bando de tiozinhos com rugas nos olhos e cicatrizes nas veias podem manipular uma platéia como nenhum moleque consegue.
O Arnaldo Antunes fez um show excelente, até botou a multidão pra cantar alguns de seus hits obscuros e, evidência forte da chegada da idade, não se sentiu constrangido em fazer algumas estripulias no palco, como um velho que usa a regata transparente pra dentro da bermuda (com a carteira enorme apoiada entre o elástico da berma e o barrigão).
O Lobão é, tipo, o Lobão, né. Ainda faz discos ótimos, ainda fala mais que a boca, ainda é foda bagarai. O show, acústico, foi pesadíssimo, uma desumana violência contra as pobres cordas de aço dos violões. Intercalou músicas do disco da MTV com alguns outros sucessos não desplugados na ocasião, além de encarar a piada fácil e tocar Raul pra um público ensandecido que sabia a letra de Gita de cor (como se alguém não soubesse).
E aí teve o Ultraje. Eles pararam no tempo quase que totalmente. A maioria das músicas apresentadas eram do primeiro (e absurdamente maravilhoso) disco, Nós vamos invadir sua praia, do histórico (pelo menos pra mim) ano de 1985. A música mais nova tocada, Nada a declarar (cu), já é um clássico. Eles são praticamente uma banda cover de si mesmo, se me permitem o clichê. Mas, na boa, foda-se.
Se as músicas têm 23 anos de idade, hoje elas são tocadas com pelo menos 23 anos de técnica musical apurada. Zoraide, Independente F.C., Ciúme, Inútil, Sexo, Pelado, todo mundo cantava tudo, todo mundo pulava tudo. Eles carregavam a platéia no colo, recitavam um dos melhores capítulos da história do rock brasileiro pra vinte mil pessoas que preferiram começar o livro de novo a ter que encarar as últimas páginas. Foi o melhor show que eu vi no ano, mas só porque o do Bob Dylan foi o melhor que eu vi na vida.
E chega, né?
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Thiago Padula
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sábado, 26 de abril de 2008
All my friends
Deus é um bastardo filho da puta. Mas não um bastardo filho da puta no sentido ruim, e sim no sentido legal, tipo aquela coisa que você fala pra um camarada enquanto dá uma golada numa breja com a barriga esfregando no balcão do bar. É tipo isso, deus é meu amigão do bar.
E, em um grupo de amigos, tem sempre o certinho, o embalista e o cuzão, aquele que zoa todo mundo, sem pudores nem arrependimentos. Esse é o deus. Se liga na última:
Eu sou uma dessas pessoas que só pensa em si e se apropria de obras alheias sem pagar nada. Pirateio mesmo. Aí, nessa, meu Wii tem demonstrado nas últimas semanas claros sinais de abatimento, o que tem me deixado deveras chateado. O único jogo que consegui fazer pegar foi The Legend of Zelda - The Wind Waker, que tem uma temática marítima, cheia de - tcharam - piratas.
Já de algum tempo pra cá, meu olho esquerdo tá enxergando mal pra burro (minha mãe diz que é diabetes, mas tratemos disso em outro post). Como eu troquei de óculos há um mês e meio, nem ferrando que vou mandar fazer uma lente nova. Solução: usar um tapa-olho, como um - tcharam - pirata.
Vê, é tudo uma grande gracinha, um rompante de ironia e filhadaputagem, que só ele seria capaz de arquitetar. Você pode achar que tem os melhores amigos do mundo, os mais legais, os mais gente boa. Mas ninguém tem um buddy tão genial quanto eu tenho.
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Thiago Padula
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
O primeiro gol a gente nunca esquecemos
A época da faculdade foi de muitas mortes pra mim. Talvez por ser um período de transição pra fase do chefão adulta, o que ocorreu foi que vários dos meus eus foram tombando no campo de batalha.
Alguns exemplos? Então, teve a morte do eu mangazeiro, do eu prolífico, do eu com cabelo (oh, deus, por que não me levaste no lugar dele?), do eu vedor-de-Seinfeld-todo-santo-dia e, oração sem sentido para separar o item mais importante dessa lista, do eu futebolista.
É, eu jogava bola. Rodava essa cidade atrás de qualquer retângulo gramado onde desse pra rolar uma bola de capotão. Aí, tão abrupto quanto o penhasco por onde caem os carros dos bandidos no último capítulo da novela das oito (nove?), foi o fim do eu boleiro.
Passaram-se os anos, e repentinamente surgiu a oportunidade de fazer esse Romário ressurgir das cinzas. Na primeira quarta-feira, o insuportável peso dos anos de limbo pulou nas minhas costas, e a falta de preparo tanto físico quanto técnico fizeram do meu renascimento uma vergonha. Tudo bem.
As quartas-feiras se seguiam, e gradualmente fui me recuperando, alternando bons e maus momentos, mas já garantindo a confiança daqueles que viram em mim um dedicado guardião da defesa da equipe. Mas então começou a faltar algo, algo mais importante que qualquer coisa no futebol: o gol.
Eu ia, chutava, pegava na trave, chutava, pegava no zagueiro, chutava, ia pra fora. Mas foi quando, na última quarta-feira, um golpe certeiro de cabeça me transformou no jogador mais importante do mundo por um frame. Pescoço pro lado, olhos abertos, testada firme, bola na rede, woo hoo.
É bem verdade que a bola mais bateu na minha cabeça que eu bati nela, mas who gives a fuck?, o que importa é o gol. Meu primeiro gol.
Rumo ao milésimo agora.
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Falando em renascimento, meu celular subitamente saiu do coma e apareceu dando olá como se nada tivesse acontecido. Ainda bem que eu não sofro desses dramas da vida moderna, porque depois de dois meses sem celular qualquer pessoa mais neurótica (ou com mais amigos) teria se matado.
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Thiago Padula
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